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Presidente da CFFO estima produtividade e agilidade no trâmite dos projetos

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CFFO define dia da reunião ordinária para terça-feira

A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) realizou sua primeira reunião de caráter ordinário, nesta terça-feira (28), ocasião em que apreciou e votou uma pauta com 32 projetos. A expectativa do presidente da CFFO, deputado Chamonzinho é que de a comissão tenha uma boa produtividade em 2023, com um fluxo tranquilo e rápido no trâmite de todas as matérias que seguirão para o plenário.

Chamonzinho disse que o objetivo é não permitir que a pauta fique “acumulada, deixando sempre os projetos prontos” para serem submetidos ao plenário, dando celeridade ao processo de tramitação das propostas na CFFO.
Durante a reunião também ficou definido o dia e o horário da reunião ordinária da CFFO: terça-feira, às 14h.

Do total de 32 projetos da primeira reunião, dez versavam sobre temas relacionados a direitos e proteção da mulher. Assunto que, na opinião de Chamonzinho, será recorrente na pauta dado os avanços da luta da mulher pela igualdade de direitos e garantias à sua proteção.

“Aqui na comissão a gente vai dar todo o tratamento devido a esse assunto”, garantiu.
Dentre os projetos relacionados à proteção da mulher estava o da ex-deputada Michele Begot (PSD), que dispõe sobre a transferência a pedido da servidora pública, independentemente do interesse da Administração Pública, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher no Pará.

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De acordo a proposta da ex-deputada, uma das medidas essenciais para a proteção da mulher vítima de violência doméstica é a interrupção do convívio com o agressor e essa interrupção por ser dificultada em razão da localidade de trabalho da servidora. A justificativa destaca que “não é raro que o agressor de uma servidora seja o próprio colega de trabalho ou, ainda, que a vítima trabalhe em cidade pequena. Nessas situações, a necessidade de mudança de domicílio para outra cidade se revela indispensável à proteção da integridade física da servidora”. Atualmente, não há a hipótese legal de remoção da servidora em virtude da violência doméstica e familiar.

O tema também foi abordado pelo projeto do deputado Fábio Figueiras (PSB), que dispõe sobre a criação de cotas para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica decorrente de violência doméstica e familiar nos contratos de serviços contínuos, com regime de dedicação exclusiva de mão de obra.

Já o projeto da ex-deputada Marinor Brito (PSOL) institui a “Semana de Prevenção do Feminicídio”. A data indicada para comemoração foi o dia 19 de novembro, dia do assassinato da militante do PT, Leila Arruda, que foi candidata à prefeitura do município de Curralinho, em 2021.

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Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil a taxa de feminicídio é de 4,8 para cada 100 mil mulheres, sendo considerada a quinta maior do mundo. “Sabe-se que a maior parte dos casos envolve pessoas conhecidas, sejam marido ou o namorado das vítimas”, diz a justificativa do projeto.
Foram aprovados dois projetos da ex-deputada estadual – hoje federal – Dilvanda Faro (PT) relacionados ao tema: o que institui a “Política Estadual de Valorização da Mulher no Campo”; e o que institui a “Semana de incentivo ao parto normal e humanizado”, ser realizada anualmente, na primeira semana do mês de maio.

Já o projeto do deputado Dirceu Ten Caten (PT) institui a “Campanha Permanente de Combate ao Assédio Sexual contra a Mulher no Sistema Estadual de Transporte Público Coletivo”.

Ainda foram aprovados dois projetos do ex-deputado Dr. Galileu (PSC): o de “Instituição da realização de Exame que Detecta a Trombofilia para toda mulher em idade fértil no Pará”; e o que dispõe sobre a “Obrigatoriedade de as maternidades afixarem nas áreas comuns e de circulação de gestantes e puérperas, cartazes ou placas para a publicação dos canais oficiais de denúncias que versem sobre a violência obstétrica”.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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