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Comissão da Alepa e IBGE avançam no debate sobre Projeto de Acordo de Cooperação Técnica

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A Comissão de Divisão Administrativa do Estado, Assuntos Municipais e Tributação da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) realizou, nesta terça-feira (29/08) a segunda reunião com a equipe técnica do Instituto Brasileiro Geográfico e Estatístico (IBGE), para debater o projeto de Acordo de Cooperação Técnica, referente a atualização dos limites municipais do estado do Pará, apresentado pela Coordenação de Estruturas Territoriais-CETE.

Participaram da reunião a presidente da Comissão, deputada Diana Belo, e os deputados Aveilton Souza, Neil Duarte, Josué Paiva, Wescley Tomaz, Torrinho Torres e Iran Lima.
Os técnicos do IBGE apresentaram uma proposta de trabalho, contextualizando a situação no Pará e a necessidade de fazer a atualização das divisas e limites municipais. O Pará é um dos estados brasileiros em que ainda vigora o Marco Territorial estabelecido em 1938, pelo Decreto Lei federal 311, que determinava o País com 21 estados e 1574 municípios. Hoje, o Brasil conta com 27 estados e 5.568 municípios.

O deputado Aveilton Souza destacou a preocupação com a revisão dos marcos territoriais. “Qualquer alteração de divisas vai influenciar na distribuição da arrecadação de impostos, na titulação de terras, entre outras questões. Por isso é fundamental que o Poder Legislativo participe desse processo e que possamos ouvir as pessoas que vivem nessas localidades”, argumentou.Deputado Aveílton Souza

“É importante debater com a população dessas áreas sobre os interesses, benefícios e possíveis transtornos que essas mudanças podem acarretar”, reforçou o deputado Josué Paiva.Deputado Josué Paiva

O líder do Governo, deputado Iran Lima, afirmou que o acompanhamento dos estudos para alterar a legislação sobre limites e divisas é necessário. “A Assembleia, por meio desta comissão, está se organizando para verificar todas as situações de conflito de limites e a necessidade de atualização”, garantiu.Deputado Iran Lima

Além dos deputados que integram a comissão de Divisão Administrativa do Estado, Assuntos Municipais e Tributação, também foram convidados para a reunião os representantes de outros órgãos: Rony Cordeiro, superintendente do IBGE/PA; Bruno Kono, presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa); André Bassalo, ouvidor da Ouvidoria Geral do Estado (OGE/PA); e Justiniano Alves Jr, procurador geral da Alepa.Justiniano Alves

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O acordo de cooperação técnica entre IBGE, Governo do Estado e Alepa é a base do trabalho de atualização do marco territorial, para atualização das informações de cada município paraense ser feita de maneira prática, operacional e tecnológica.

“Estamos aqui para contribuir com essa necessidade urgente, que é rever esses limites municipais, essa é uma legislação muito antiga e precisa ser atualizada. A Constituição prevê que essa questão de limites municipais é de competência dos estados, mas o IBGE se coloca à disposição para contribuir nesse trabalho”, mencionou Rony Helder Cordeiro, representante do IBGE no Pará.Rony Cordeiro

Para o ouvidor André Bassalo, “tudo parte do princípio de escutar a população. As prefeituras e câmaras municipais têm suas ouvidorias e precisamos organizar essas estruturas. Já enviamos à Procuradoria Geral do Estado o modelo de cooperação técnica, para a elaboração desse projeto”, explicou. “Nós vamos encaminhar as soluções administrativas dos nossos próprios problemas, e uma das dificuldades será discutir as compensações territoriais nessa movimentação dos limites”, avaliou.André Bassalo

Para o procurador geral da Alepa, Justiniano Alves, “É fundamental envolver no debate também os tribunais de contas. A complexidade desse disciplinamento é preocupante, pois atinge os gestores municipais”.

A presidente da comissão, deputada Diana Belo encerrou a reunião destacando a importância da parceria dos órgãos envolvidos. “A esperança é que não fiquemos apenas em reuniões e debates, mas que possamos fazer acontecer a atualização necessária da legislação. Porque, se a população demonstra que quer essa revisão de limites, é porque algo deve ser melhorado”, avaliou.Deputada Diana Belo

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Acordo de Cooperação Técnica

O Acordo de Cooperação Técnica tem por objetivo o estabelecimento de normas e procedimentos entre o Estado, por meio do IBGE, e visa os trabalhos referentes à consolidação da divisão política administrativa dos municípios do Estado. As atividades dentro do Acordo de Cooperação Técnica serão desenvolvidas de acordo com o plano de trabalho elaborado em conjunto com as instituições que integram o documento, havendo a compatibilização dos documentos legais e cartográficos; consolidação da divisão político-administrativa dos municípios; analise dos problemas já detectados pelo IBGE, no que tange às divisas municipais; definição das áreas prioritárias para trabalho de campo; elaboração de minuta de proposta de redefiniçao das divisas municipais; elaboração pelos partícipes de minuta dos memoriais descritivos e mapas dos limites municipais, para posterior encaminhamento pelo órgão estadual à Assembleia Legislativa, para serem transformado em leis , que fixarão a divisão político-administrativo no Estado e Publicação de um livro, contendo a descrição dos limites municipais e a representação da descrição (mapas).

O Acordo de Cooperação Técnica é fruto do Seminário Nacional com instituições responsáveis por questões relacionada à Divisão Político-administrativo do Brasil (DPA), realizada em Brasília, em julho de 2008 que teve como principais objetivos: a identificação de ações que orientam a melhor representação e atualização da divisão territorial do País; apresentação de programa de trabalho do IBGE, que pretende contar com a participação de estados e municípios; analise das divergências sobre limites territoriais e esclarecimentos acerca da competência do IBGE com relação ao assunto, bem como as atribuições legais dos estados e municípios.

*Todas as fotos estão disponíveis em nosso Banco de Imagens

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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