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Sessão Especial na Alepa celebra diversidade e discute direitos para pessoas LGBTQIA+

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Proposta pela deputada Lívia Duarte (PSOL), a Sessão Especial, realizada no auditório João Batista nesta quinta-feira (28), celebrou a diversidade e discutiu direitos para pessoas LGBTQIA+. O evento contou com a presença de diversas lideranças do movimento social para tratar de dificuldades e impedimentos para a efetivação de políticas públicas, além de identificar leis que possam ser elaboradas para resguardar os direitos desse público.

A parlamentar já desenvolve um trabalho junto ao público, com a realização de uma iniciativa chamada Protocolo Popular, um canal de comunicação direta de seu mandato, em que recebe proposições, demandas, denúncias, cartas abertas, ofícios e outras comunicações das pessoas LGBTQIA+. Algumas das proposições já foram formalizadas pela deputada na Alepa, como a criação do Observatório, que visa realizar estudos específicos sobre esse segmento que sejam capazes de subsidiar políticas públicas; e a inclusão de dados de orientação sexual e de identidade de gênero em Boletins de Ocorrência e Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), para quantificar e qualificar os dados de violência contra as pessoas LGBTQIA+.

“Sessão da vida, do amor e da paz. A comunidade LGBTQIA+ celebra seu orgulho aqui hoje. Tudo que já caminhou, mas também a resistência e o avanço daquilo que precisa ser conquistado. É uma comunidade muito carente de descentralização dos serviços, quase todos ficam na capital, em Belém, e a gente precisa ter mais delegacias, mais ambulatórios que tratem da transexualidade, a gente precisa que a comunidade tenha a primeira Casa de Acolhimento para as pessoas que se assumem e são expulsas das suas casas, então é necessário, inclusive, que a gente fale de casamento igualitário. Temos que dar condições das pessoas de defender os seus direitos, sua vida, seu amor”, afirmou a deputada Lívia Duarte.

A mesa oficial de discussão foi presidida pela deputada Lívia Duarte e contou com a participação da Coordenadora de Diversidade Sexual na Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), Darlah Farias; do presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil Pará (OAB-PA), João Jorge Neto; do ator, compositor, cantor, performer e coordenador da Companhia Brasileira de Artes, Sociedade e Meio Ambiente, Eloi Iglesias; da representante do Conselho Estadual da Diversidade Sexual (CEDS), Jane Gama; do Comitê de Enfrentamento à LGBTFobia, Lana Larrá; do Coletivo LesboAmazônidas, Simara Esmael; e da Miss Internacional Queen Brasil 2023, Isabella Santorinni.

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Representante do Programa de Empregabilidade e Formação LGBTI da Universidade Federal do Pará (UFPA), Davi Almeida Lopes reafirmou a importância da Alepa, enquanto Casa do Povo, sediar uma sessão como esta. “É a Casa que precisa ouvir esse povo e pensar ações. Hoje tivemos oportunidade de falar de projetos que já existem no Estado e de trabalhos voltados para a população LGBT na educação, saúde, especialmente falando da população travesti e transexual. Muitas ações são desenvolvidas, mas precisam ser fomentadas”, pontua.

Outro ponto importante trazido à sessão por Davi foi a necessidade de se pensar em estratégias voltadas para a inserção no mercado de trabalho. “Uma das principais dificuldades enfrentada é a falta do uso do seu próprio documento quando você vai entregar um currículo, você assinar sua carteira. Nós muitas vezes temos, ali, esse vexame, esse constrangimento constante. Eu que sou professor passo por isso constantemente de entregar documentos ainda não retificados. E outra coisa que queríamos fomentar é a gratuidade na dispensa dessas certidões em cartório de registro civil, o que é extremamente caro, custa em torno de mil reais”, ressaltou.

Coordenadora de Diversidade Sexual, Darlah falou sobre a importância de dar prioridade no orçamento do Estado para alcançar essas populações. “É preciso que esse orçamento seja digno, que compreenda os 144 municípios. É preciso encarar os desafios, mas transformá-los em realidades concretas”. Ela destacou ainda a necessidade de alinhamento entre os Poderes para garantir políticas públicas estaduais efetivas e que se tornem não de governo, mas de Estado.

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“Da Alepa saem políticas legislativas e que podemos contar que não sejam de governo, mas de Estado, pensar numa perspectiva de amparo para que exista o Plano Estadual de Políticas LGBT no Estado, que ainda não existe. Como a Alepa pode atuar para que esse plano seja de fato uma política que exista ad eterno para a nossa população. Como a gente garante, por exemplo, que haja a redistribuição das delegacias de crimes discriminatórios que hoje só existem na Região Metropolitana de Belém, e é um perigo porque reforça a violência contra a comunidade nos outros municípios. Isso é um reforço junto ao governo do Estado, políticas que ficam para quem vem depois de nós. Então fazer essa costura é fundamental para que a sociedade entenda que a Alepa é fundamental para a construção de políticas também”, concluiu Darlah.

A médica veterinária Maria Estter Modesto Rodrigues participou da sessão como uma das representantes da sociedade civil, e pontuou, também, a necessidade de atenção à saúde da comunidade LGBTQIA+. “Não somos cidadãs incompletas nem subclasses, queremos que as políticas públicas garantam os direitos da população LGBTQIA+. A saúde não pode ser discriminada, precisamos da descentralização do ambulatório de atendimento, precisamos ter acesso a informações sobre as DSTs. Essas políticas públicas precisam de fato ser efetivadas”, finalizou.
*Todas as fotos desta sessão estão disponíveis em nosso Banco de Imagens

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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