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Projeto de Lei cria Observatório dos Direitos e Condições de Vida dos Povos Indígenas no Pará
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3 anos agoon
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infocowebA criação do Observatório sobre Direitos e Condições de Vida dos Povos Indígenas no Estado do Pará foi o Projeto de Lei apresentado pela deputada Lívia Duarte, na manhã desta terça-feira (13), durante Sessão Ordinária na Assembleia Legislativa do Pará. A proposta tem a finalidade de coletar, ordenar e analisar dados sobre os indicadores sociais dos povos Indígenas no Pará.
Um dos princípios norteadores da proposição diz respeito à diversidade dos povos indígenas em seus aspectos sociais, culturais, ambientais, políticos, econômicos, de gênero, geracional e de raça e etnia. O incentivo à formulação de políticas públicas específicos para os povos indígenas do Pará; o direito dos povos indígenas, a título coletivo ou individual, ao pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o direito internacional dos direitos humanos estão, da mesma forma, incluídos nos princípios.
Os povos e pessoas indígenas são livres e iguais a todos os demais povos e indivíduos. Eles têm o direito de não serem submetidos a nenhuma forma de discriminação no exercício de seus direitos, que esteja fundada, em particular, em sua origem ou identidade indígena. 
A justificativa do Projeto de Lei diz que “o direito à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas a seus assuntos internos e locais, assim como a disporem dos meios para financiar suas funções autônomas. O direito de conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo ao tempo seu direito de participar da vida política, econômica, social e cultural do Estado”.
A autora, deputada Lívia Duarte, disse que “é impossível falar de meio ambiente sem falar da floresta, de quem mora nela. Queremos falar dos povos indígenas, estamos propondo a este Poder duas coisas muito importantes. O primeiro, o Observatório dos Povos Indígenas. É necessário saber como estão os povos indígenas. O Estado precisa ter um observatório com dados, nos dar um mapeamento anual. Pretendemos saber quantos são, quantas crianças, quantos idosos. O Pará precisa ter em mãos dados para que a gente possa pensar em outras políticas públicas”. 
No Brasil, o movimento indígena foi fundamental para as conquistas relacionadas aos direitos indígenas, expressas na Constituição Federal de 1988. Essa constituição garantiu um entendimento diferenciado à população indígena, mas também se caracterizou por inúmeras dificuldades para cumprir as diretrizes estabelecidas nas políticas nacionais de atenção aos povos indígenas, de modo que pudessem reverter as desigualdades em saúde entre os cidadãos indígenas e não indígenas.
Apesar do aumento dos estudos na área, não é possível traçar um quadro satisfatório dos indicadores sociais dos povos indígenas. Ainda assim, é possível identificar, nas informações presentes na literatura técnica e científica disponível, a manutenção da situação de maior vulnerabilidade da população indígena em relação à totalidade da população brasileira.
Segundo a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI), em 2000, era de 74,6, passando para 48,6 em 2006 e para 41,9 em 2009, no entanto, apesar da redução significativa da TMI indígena, ela apresenta valores acima da TMI da população geral (20,7 em 2006). Em 2009, o coeficiente de incidência de Tuberculose entre a população indígena foi de 80,9 por cem mil habitantes, ao passo que no restante da população brasileira foi de 37,4145.
Avanços são identificados no que se refere à participação da população indígena nas políticas públicas, com destaque para o protagonismo indígena na construção de políticas públicas de saúde. Porém, muitos são os desafios para manutenção de canais permanentes de comunicação com todos os atores envolvidos na defesa dos direitos dos povos indígenas.
O Observatório sobre Direitos e Condições de Vida dos Povos Indígenas no Pará tem, também, o propósito de proporcionar a gestão da informação e a facilitação da comunicação entre os povos indígenas, parlamentares, gestores públicos, pesquisadores e demais interessados nos temas relacionados à causa indígena.
A atuação do Observatório sobre Direitos e Condições de Vida dos Povos Indígenas no Pará será pautada no estabelecimento de um diálogo intercultural, fundamentado na ação ética, em favor de delinear novas práticas que promovam a participação efetiva dos povos indígenas nas decisões relativas às políticas públicas. A parceria entre o Observatório sobre Direitos e Condições de Vida dos Povos Indígenas e a Secretaria de Estado dos Povos Indígenas converge com seus objetivos na defesa de direitos, no processo de informação, comunicação e controle social.
Ao dar visibilidade regional, nacional e internacional e promover o intercâmbio de experiências, pretende-se ampliar o conhecimento acerca das ações e práticas de políticas públicas, visando a melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas.
Esporte
O deputado Carlos Bordalo protocolou o Projeto de Lei que institui a Política Estadual de Combate ao Racismo nos Estádios e nas Arenas Esportivas do Pará. A justificativa da proposição afirma que “o racismo nos gramados é tão antigo quanto o próprio futebol”, avalia o deputado.
Deputado Carlos Bordalo
“Embora o esporte tenha chegado ao Brasil em 1895, somente três décadas depois que os negros passaram a ser aceitos pelos clubes. Recentemente, a repercussão dos ataques racistas direcionados ao atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, na disputa com o Valência pelo Campeonato Espanhol mostra que o racismo ainda está muito presente entre nós, ou seja, o que aconteceu com Vini, não foi um fato isolado”, conclui Bordalo.
Nos últimos anos, foram vários os casos de racismo contra atletas brasileiros no futebol europeu, dentro e fora de campo, episódios semelhantes, também avançaram no Brasil. Destaco que a nossa Constituição Federal de 1988, no seu art. 5° inciso XLII, determina que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito de reclusão nos termos da lei”.
Saúde
De autoria do deputado Bob Fllay, foi apresentado o Projeto de Lei que altera a Lei nº 6457/2002, que dispõe sobre o Programa Estadual de Programa Estadual de Combate a Anemia Falciforme. A anemia falciforme ou drepanocitose é o nome dado a uma doença hereditária que causa a malformação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de oxigênio nos indivíduos acometidos pela doença.
Deputado Bob Fllay
Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda. A justificativa do projeto diz que “em decorrência da doença, a expectativa de vida das pessoas que as possuem torna-se menor. Embora seja uma doença conhecida, ainda há poucas informações a respeito, bem como formas de tratamento”.
Indicação
Foi sugerido ao Governo do Estado o Projeto de Indicação da deputada Lívia Duarte, que recomenda ao Poder Executivo a criação do Conselho Municipal de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas no Estado do Pará, que será vinculado técnica e administrativamente à pasta da Cultura, que garantirá a estrutura para seu funcionamento, sempre com prévia consulta de viabilidade financeira.
Deputada Lívia Duarte.
A proposta tem o objetivo de criar e desenvolver ações, estudos, propor medidas de políticas públicas voltadas à reparação civilizatória, busca de equidade e eliminação da discriminação. O Pará é riquíssimo em templos religiosos de matriz africana e afroumbandista e necessita de políticas públicas aplicadas diretamente ao Povo de Terreiro. Este projeto vai ao encontro dos interesses dos babalorixás, yalorixás e caciques, e pretende desenvolver e aprofundar a etnia, os costumes, a religião e a cultura, além de desmistificar toda e qualquer forma de abuso. Assim, o conselho é um mecanismo de extrema importância também para coibir atos de intolerância religiosa e xenofobia.
A proposição visa também reconhecer a contribuição dos povos e comunidades tradicionais na construção do nosso estado, valorizar a ancestralidade e o vínculo identitário do Pará com o continente africano. Estima-se que quase 5 milhões de pessoas de diferentes culturas e regiões da África foram trazidas para o Brasil ao longo do período escravista.
Fonte: Assembleia Legislativa do PA
PARÁ
Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano
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2 anos agoon
29 de fevereiro de 2024By
infocoweb
Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.
A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).
Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.
O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.
A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.
Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.
Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.
Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.
O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.
Fonte: Assembleia Legislativa do PA
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