BELÉM

PARÁ

Ministros e o governador do Pará assinam acordos de cooperação e anunciam recursos e ações no Marajó

Published

on

O governador do Pará, Helder Barbalho, e o ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos – MDHC, do Governo Federal, assinaram nesta sexta (04), no plenário Newton Miranda da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, termo de cooperação técnica de instalação de Centros de Referência de Direitos Humanos do Marajó do MDHC. Foram assinados ainda um acordo interministerial sobre o Plano de Respostas Socioambientais para o Marajó e o protocolo de intenções para a construção de protótipo de lanchas para equipar os Conselhos Tutelares.

A cooperação entre o Estado e a União estabelece o funcionamento dos Centros de Referência nas instalações da Usina da Paz, que é um equipamento do governo do Estado do Pará, voltado à prestação de serviços às comunidades locais e à redução dos índices de violência. As instalações físicas do UsiPaz são construídas em parceria com a iniciativa privada. Já foram iniciadas as obras da Usina da Paz de Breves e está previsto, ainda este ano, construção para a implantação no município de Portel.

Em sua fala, o ministro Almeida destacou a importância da instalação em Belém do Fórum Permanente da Sociedade Civil do Marajó, envolvendo a União, o Estado, as 17 prefeituras do Marajó e os representantes da sociedade civil, com o objetivo de garantir a participação social na implementação das políticas públicas coordenadas pelo Cidadania Marajó. “Esse Fórum pretende articular a rede de direitos humanos que estamos organizando, para a criação de um primeiro escritório regional de direitos humanos, lá no Marajó”, pontuou.

Ministro Silvio Almeida
O Programa Cidadania Marajó tem ações voltadas à promoção de cidadania e direitos e ao enfrentamento à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes. Para o ministro, o programa representa um novo marco na execução de políticas públicas do governo federal no arquipélago do Marajó. O programa Abrace o Marajó, instituído no governo anterior será revogado.

O foco principal do programa será o enfrentamento de violações sistemáticas de direitos humanos ocorridas há décadas na região. “Um território que, como sabemos, possui uma alta vulnerabilidade social e dificuldade de acesso a políticas públicas. O cenário de violências sexuais contra crianças e adolescentes é especialmente crítico”, considerou

O ministro Almeida aceitou o desafio do governador Helder e garantiu ainda a instalação de Centro de Referencias de Direitos Humanos do ministério em todas as Usinas da Paz existente no Estado do Pará. “Precisamos construir a presença do ministério dos Direitos Humanos, e quem sabe um grande ramo do governo federal, em cada uma destas Usinas, para que possamos avançar com as políticas federais, atreladas com as do Estado e as municipais, já que a causa é única”, pediu o governador.


O governo do Pará, conta atualmente com nove Usinas da Paz, em Belém, Região Metropolitana, Parauapebas e Canaã dos Carajás, o Programa conta com a previsão da construção de mais 17 UsiPaz para os próximos dois anos em todas as regiões do Estado.

Leia Também:  Deputados se pronunciam após mensagem do Executivo

“A meta da gestão é a construção de 40 novas instalações da Usina da Paz neste segundo mandato”, afirmou Barbalho, considerando ainda que a experiência da Usina da Paz, “é o mais extraordinário equipamento de inclusão e cidadania em funcionamento no Brasil”.
O Programa UsiPaz são coordenadas pela Secretaria Estadual Estratégia de Articulação de Cidadania-SEAC. As Usinas da Paz têm a finalidade de garantir a permanência do Estado nos territórios com oferecimento de diversos serviços públicos, com ênfase em três eixos, prevenção à violência, inclusão social e fortalecimento comunitário.

Por último, o governador anunciou que estão em conclusão as negociações  junto ao Banco Mundial, do financiamento de 100 milhões de dólares, exclusivo para ser aplicado no Marajó para universalizar as estruturas do SUAS no arquipélago; e segundo, para garantir uma politica de acesso a renda e de plena cidadania a população marajoara.

Deputado Chicão, presidente da Alepa
Para o deputado Chicão (MDB), o evento realizado no plenário Newton Miranda, da ALEPA, foi muito importante, até porque no plenário é o palco das grandes discussões dos problemas do Estado do Pará. “O Marajó a muito tempo precisa de um olhar do poder público”. Ele ressaltou a presença de vários ministros do Governo Federal, entre estes: Silvio Almeida dos Direitos Humanos; Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança de Clima; Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar; e citou ainda as representações do Ministério da Defesa; da Igualdade Racial e da Agricultura e Pecuária.

Para Dom Luiz Azcona, bispo emérito do Marajó, o Programa e o Fórum, são iniciativas mais realistas do que o projeto do governo passado, do Abraçe o Marajó, e que pelo que se promete, está aberto a participação popular.D. Luiz Azcona

Lembrou do projeto do primeiro governo Lula, do Plano do Movimento Integral do Marajó de 2002. “A primeira parte, onde foi realizada a consulta popular, foi ideal. Mas que na segunda fase de elaboração do projeto, foram excluidos muitos elementos da sociedade”. Ele informou, no entanto, que a terceira fase, que seria a gestão, acabou sendo partidarizado. “Acredito na palavra, espero que essa prática seja revertida”, concluiu.

O Fórum Permanente da Sociedade Civil do Marajó foi instalado no Palácio Cabanagem

A reunião de abertura da plenária do Fórum Permanente da Sociedade Civil do Marajó foi feita pela manhã desta sexta (04), no plenário Newton Miranda, pelo ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, na mesa presidida pelo deputado Carlos Bordalo, presidente da Comissão de Direitos Humanos, Defesa do Consumidor, dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Mulher, da Juventude, da Pessoa Idosa e Minorias da ALEPA, pelo senador Beto Faro, pela deputada federal Dilvanda Faro, e ainda pela secretária executiva do ministério, Rita Oliveira.

Leia Também:  Alepa escolhe a nova Mesa Diretora

Para o ouvidor Bruno Renato, o Fórum é um processo de cooperação entre os entes federal, estadual e os municípios que compõem o Arquipélago. “A nossa iniciativa é baseada nos diagnósticos que realizamos, traçando um panorama muito preciso da situação de vulnerabilidade que as pessoas vivem no Marajó, falou. Ele explicou que o programa Abrace o Marajó, do governo anterior, foi incapaz de fazer um enfrentamento real contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, contra o abuso infantil, assim como não atuou em favor de um plano de etno-desenvolvimento para a região. E foi então que sentimos a necessidade de que os municípios da região precisavam de mais apoio governamental e da efetivação de políticas públicas.

Rita Oliveira, secretaria executiva do ministério, disse que o Marajó foi escolhido para receber estas ações governamentais como um piloto para outras áreas carentes no país. “O Marajó foi escolhido para implementar este programa e a instalação do Fórum Permanente de Cidadania, devido ao seu histórico, com índice de desenvolvimento humano extremamente baixo, preocupante; ausência de políticas públicas; e também pelos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, “cujos índices cruzados demonstram que há, sim, um fator de violência sexual importante a ser enfrentado, indo ao encontro da prioridade do governo federal, de defesa intransigente dos direitos da criança e do adolescente.

Para o deputado Bordalo, este programa, significa um passo adiante, vendo com críticas outras experiências. “Desta vez, se trata de uma engenharia de trabalho, que nos dá esperança, porque junta instrumentos de políticas públicas da esfera federal, estadual e dos municípios”, confiou. Para ele, o momento é de se escutar a sociedade civil de fortalecer os laços e de afirmar uma vontade politica de enfrentar definitivamente os elementos estruturais que impedem a cidadania e o desenvolvimento do Marajó.

Participaram e fizeram uso da palavra os deputados, Livia Duarte; Iran Lima; líder do governo; Elias Santiago e Igor Normando, que assumiu a Secretaria Estadual Estratégia de Articulação de Cidadania-SEAC, responsável pelas Usinas da Paz e o prefeito de Soure, Carlos Gouvêa. E interviram trazendo contribuições e propostas, os seguites representantes da Sociedade Civil: Conselho Regional de Psicologia; Fetagri; Instituto Don Luiz Azcone; Coletivo de Quilombolas do Marajó; Movimento Marajó Vivo; Malungo, coordenação dos Quilombolas do Pará; Caritas Brasileira; Comissão Pastoral da Terra; Observatório do Marajó; Associação dos Produtores e Pescadores do Baixo Jacundá; Pastoral da Juventude; Conselho Nacional dos Seringueiros.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

Published

on

Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

Leia Também:  Comissões aprovam projetos na área do transporte, direitos humanos e beneficiam policiais militares

A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

Leia Também:  Alepa aprova Corrida de Cavalo Marajoara como patrimônio cultural do Pará

Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA