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Integrantes da CPI da Vale aprovam relatório final do grupo de trabalho

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Cinco dos sete deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Vale (CPI da Vale) aprovaram por unanimidade, nesta terça-feira (31), o relatório final de resultados do grupo de trabalho. A reunião ordinária ocorreu por volta de 11h30, na Sala VIP localizada no prédio da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Participaram deste encontro o presidente da Comissão, deputado Eraldo Pimenta; o vice-presidente, deputado Carlos Bordalo; o relator, deputado Igor Normando; a deputada Cilene Couto e o deputado Ozório Juvenil. Também acompanharam a sessão os parlamentares Dirceu Ten Caten e Dr. Galileu.Deputados aprovam relatório final da CPI

Além de enumerar resultados da CPI, o relatório indica uma série de proposições para que não somente a Vale, mas as demais mineradoras com atividades em funcionamento no Estado, sigam um padrão de trabalho para mitigar os impactos sociais e ambientais provocados pela mineração.

O presidente da CPI, deputado Eraldo Pimenta (MDB), afirma que o relatório foi trabalhado com profundidade e a maior celeridade possível, e que o resultado desse levantamento é fruto da dedicação dos deputados e corpo técnico que atuou junto aos parlamentares ao longo desses quase dois anos de Comissão.

“Quero aqui agradecer toda a colaboração dos que nos acompanharam, mídia, colaboradores, funcionários, todos que estiveram conosco nessa jornada, principalmente deputados, colegas parlamentares”, disse Eraldo.Deputado Eraldo Pimenta, presidente da CPI

“Nós temos que admitir que estamos falando da maior empresa multinacional do Brasil, e nós buscamos fazer o melhor trabalho possível com a empresa no tempo que tivemos. Inclusive, já com os novos deputados empossados, faremos uma Comissão Parlamentar de Acompanhamento, das mineradoras, que levam daqui o nosso ouro, as nossas riquezas, e deixam muito pouco a este rico Estado. E essa contrapartida sempre foi o objetivo da CPI. Estamos felizes com o resultado, mas queremos mais”, reforça.

O deputado Eraldo reitera: “a CPI termina com um resultado fantástico, nunca nunca antes feito na história do parlamento paraense. Pode-se dizer que hoje a Vale começa a respeitar muito mais o estado do Pará. E com muitas conquistas, com relação à ajuda da CPI também no que se refere à taxa mineral”, avalia o parlamentar.

“A Comissão permite que o Estado arrecade, em 2023, cerca de R$ 2 bilhões e 400 milhões, sendo que essa modalidade indicada por esta CPI transformou-se mais ou menos em uma PPP, que é a Parceria Público Privada, que é quando o governo lança editais e indica obras, e a Vale paga a metade desse valor total, ou seja, R$ 1,2 bilhão, em obras para o desenvolvimento do Estado. Sendo que, em 2022, já obtivemos, em cash, mais de R$ 2 bilhões depositados”, enumera.Deputado Carlos Bordalo e deputado Eraldo Pimenta

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O deputado Carlos Bordalo (PT), vice-presidente da CPI da Vale, ressalta que o primeiro resultado imediato do grupo foi a injeção de mais de R$ 1 bilhão e 600 milhões de recursos na economia do Pará já ao longo do trabalho da Comissão.

“Os municípios paraenses puderam sentir, ao final do ano passado, os recursos que foram disponibilizados a partir do governo do estado, que permitiu a muitas prefeituras que pagassem as suas folhas de pagamento de fim de ano com esses recursos. Foram contenciosos tributários que estavam judicializados e que a Vale acabou então reconhecendo que ela devia mesmo esses recursos ao Estado”, pontuou.

O parlamentar também destacou como conquista do trabalho da CPI o compromisso da empresa de avançar nos estudos para verticalizar a produção minerária em vários dos seus projetos no Pará. A ideia é sair de um modelo meramente extrativo para ser o modelo que extrai minério, mas dedica uma parte dele para industrialização e verticalização no Estado, gerando benefícios econômicos e sociais.Deputado Carlos Bordalo, vice-presidente da CPI

“Queremos fugir deste aspecto de ser meramente um almoxarifado para o mundo. Isso significa geração de muito emprego”, explicou Bordalo. Também é outro ponto destacado pelo deputado a configuração de um modelo de regulamentação da lavra garimpeira, que busca enfrentar o dilema do pequeno minerador.

“Que fique claro, fora de área indígena, fora de áreas de proteção ambiental. Nós não concordamos com a atividade garimpeira em área indígena, em área preservada. Mas existe um outro território minerário onde tem centenas de milhares de famílias, de garimpeiros, querendo trabalhar e não podem, e nós estamos apresentando uma alternativa, através da regulamentação da chamada lavra garimpeira, para regulamentar o trabalho de cooperativas de garimpeiros organizados em consórcio com a Vale”, explica.

Nesse caso, a Vale, que detém a concessão de operação, concede permissão a esse pequeno minerador e, ao mesmo tempo, fortalece esse trabalho com apoio técnico e até de crédito, para que o pequeno garimpeiro possa realizar essa produção minerária para a empresa.

Também foi citado pelo deputado, como compromisso assumido pela Vale, a efetivação da Ferrovia Paraense, que integraria o transporte ferroviário do Pará ao sistema ferroviário nacional. A proposta é que a ferrovia que sai de Marabá, no sudeste do Estado, e vem para Vila do Conde, em Barcarena, se integre com a Ferrovia Norte-Sul.

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“O relatório é extenso e a nossa ideia é que, no início da próxima legislatura, nós possamos apresentar esse resultado a toda sociedade paraense, numa solenidade pública, recebendo toda a imprensa do Pará, empresários, trabalhadores, a sociedade civil. O fruto desse trabalho eu não tenho dúvida que vai contribuir por muitos anos com o debate e com as políticas públicas do setor minerário paraense”, finaliza Bordalo.Relator daCPI, deputado Igor Normando

CONTRAPARTIDAS VIABILIZADAS COM A CPI

1. Projeto Ferrovia do Pará – FEPASA – Estudos estão avançados com conclusão de projetos para o exercício de 2022, devendo ter acompanhamento através de Comissão Permanente da CPI, em conjunto com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) até a sua efetivação total e início das obras.

2. Hospital Regional de Ourilândia do Norte: Iniciadas as obras, com conclusão prevista para outubro de 2022, com investimento diretos da Vale, na ordem de R $130 milhões.

3. Tecnored em Marabá: Foram lançadas as pedras fundamentais de início das obras, com início previsto para 2022, firmando inovação tecnológica única, para implementação de novas tecnologias na produção de ferro-gusa, com investimentos na ordem de US$500 milhões.

4. Novo Polo Metal Mecânico para verticalização da cadeia do minério de ferro, com o intuito de verticalização de produção metálica de médio porte, provendo a região de grandes investimentos, geração de empregos e renda, com fornecimentos de garantias financeiras, por parte da Vale S.A, na ordem de US$ 300 milhões.

5. Investimento de reestruturação e modernização em ambiente tecnológico na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), para inovação de controles em toda a área ambiental, no valor de R$26 milhões, tendo sua execução em andamento conforme relatórios já expedidos.

6. Instalação e execução das Usinas da Paz, já implantadas. Duas unidades e em projeto a conclusão de outras quatro unidades, totalizando seis, provendo a educação, o convívio e a melhoria das condições periféricas da população, em especial de baixa renda, com investimentos totais na ordem de R$80.000 milhões, totalmente pagos pela Vale.

7. Proposição de pagamentos de ICMS e Taxa de Mineração, em contencioso administrativo e/ou judicial pela Vale S.A, através do Programa de Regularização Fiscal (Prorefis), fazendo com que houvesse acréscimo substantivo das receitas estaduais até 31/01/2022, na ordem aproximada de R$ 1 bilhão, provendo uma distribuição de ICMS/FUNDEB, na ordem de 81% sobre a média de 2021.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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