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Direitos de migrantes e refugiados em debate na Sessão Especial da Alepa

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O Dia Internacional dos Migrantes, comemorado nesta segunda-feira, 18 de dezembro, foi marcado pela realização de uma Sessão Especial na Assembleia Legislativa do Pará, com o debate das políticas de atenção às pessoas refugiadas e migrantes no Pará. A proposição foi de autoria da deputada Lívia Duarte, em parceria com as Comissões de Direitos Humanos da Alepa e da Câmara Municipal, e do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Cerca de 100 milhões de pessoas vivem fora dos países de origem após terem sido forçadas a se mudar devido ao temor de perseguição relacionada à raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política ou, ainda, para fugir de conflitos armados, violência e violações dos direitos humanos.

A deputada Lívia Duarte destacou que, no Brasil, mais de 65 mil refugiados são reconhecidos pelo Governo Federal, em todo o território nacional, de 120 nacionalidades diferentes. %3 mil são venezuelanos.Deputada Lívia Duarte

“No Pará, o Ministério de Desenvolvimento Social aponta que mais de 4 mil refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade vivem em mais de 100 municípios paraenses. São pessoas que merecem viver com dignidade e com direitos”, ressaltou a parlamentar. “Esta Sessão Especial encerra a programação da Semana dos Direitos Humanos na Alepa e queremos fazer do Pará realmente um território que acolhe e respeita direitos”, avaliou.Vereador Fernando Carneiro

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O vereador Fernando Carneiro, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Belém e autor da Lei do Migrante em Belém, ressaltou que “as fronteiras são uma criação humana. Temos uma população mundial amplamente diversa, somos uma raça – a humana – e essa construção de fronteiras na história atende aos interesses geopolíticos, mas não aos interesses das pessoas”, lamentou.Francisco Batista

Para Francisco Batista, da Organização Internacional para Migrações, é importante considerar que “os migrantes contribuem para o desenvolvimento das cidades, dos povos, por meio da troca de experiências e da interculturalidade. O Pará é um exemplo de estado formado assim, com essa troca”.Israel Hounsou

O jamaicano Israel Hounsou é um dos migrantes que vivem no Pará. “Não estamos aqui para ocupar o lugar dos brasileiros, estamos aqui para contribuir e ajudar outras pessoas. Hoje, emprego um grupo de costureiras que trabalham para sustentar suas famílias. Estamos aqui para contribuir para o desenvolvimento do estado”, afirmou.Janaína Galvão

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Janaína Galvão, chefe da Agência da ONU para refugiados em Belém – que faz parte do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, apresentou um panorama dos deslocamentos humanos no mundo. “Em 10 anos, o número de pessoas forçadas a saírem de seus locais de origem, forçadas a se deslocarem, duplicou. Uma em cada 74 pessoas no mundo é refugiada ou migrante. 41% dos refugiados são crianças”, lamentou.

“Esta foi a última Sessão Especial realizada na Alepa em 2023 e falamos de direitos, da conquista de direitos, mas principalmente, do tanto de direitos que falta conquistar para os migrantes e refugiados que vivem no Pará. Queremos a regulamentação da Lei nº 9.662/22, a desburocratização no mercado de trabalho para que essas pessoas possam ter sua carteira de trabalho legalizada, queremos fomentar a economia criativa com as pessoas que chegam aqui, que a maternidade seja plena e paremos de ver mães com seus filhos nos sinais de trânsito. Para tudo isso, a discussão e a pressão coletivas são o caminho”, concluiu a deputada Lívia Duarte.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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