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Deputados se solidarizam com situação de calamidade em Abaetetuba e cobram medidas

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Os parlamentares da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) usaram a tribuna, na Sessão Ordinária desta terça-feira (28), para se solidarizar com a população de Abaetetuba, que sofreu novamente um deslizamento no último domingo (26). O incidente, ao que indica conseqüência da ocupação desordenada na orla da cidade, que é aterrada com caroço de açaí, deixou cerca de 80 famílias desabrigadas.

Há pouco mais de oito anos, em 2014, outro deslizamento deixou centenas de desabrigados. No pequeno expediente, o Coronel Neil, liderança do PL, cobrou uma ação integrada por parte dos governos federal, estadual e municipal. “Esperamos essa união para que possam assistir essas famílias com moradia, assistência social e alimentação durante o Estado de Emergência, de 180 dias”, afirmou o deputado.Deputado Neil Duarte

O deputado Ângelo Ferrari usou o pequeno expediente para falar sobre as condições da cidade de Oriximiná, que também vem sofrendo com o inverno amazônico. De acordo com ele, há a necessidade de reavaliação de aplicação de recursos por parte da prefeitura, que deveria ser utilizado em estradas e outras ações de mitigação dos impactos das fortes chuvas que, na última semana, deixou famílias desabrigadas no bairro Novo Horizonte.Deputado Ângelo Ferrari

Fábio Freitas falou da sua posição à frente da Comissão de Agricultura e Empreendedorismo e citou práticas de cooperativismo como uma forma de garantir o desenvolvimento do Estado.Deputado Fábio Freitas

Horário de Lideranças
Em seguida, o parlamentar Carlos Bordalo (PT) falou da situação dos moradores de Abaetetuba e, ainda, de Oriximiná, que também estão sofrendo as conseqüências das fortes chuvas. O deputado trouxe para a discussão, ainda, a situação de uma balsa que vem afetando a produção de açaí e colocando em risco a segurança alimentar dos paraenses. De acordo com o parlamentar, o meio de transporte vem percorrendo, especialmente, a região do Tapajós, e, sem licenciamento, vem fazendo a aquisição dos frutos direto das comunidades.

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No mesmo horário, o deputado que é liderança do MDB na Casa, Zeca Pirão, questionou a fala de segurança no município de Igarapé-Miri, e falou sobre a importância da criação de um Batalhão da Polícia Militar na cidade, que é alvo freqüente de assaltos a banco e enfrenta disputas entre facções criminosas.Deputado Zeca Pirão

A deputada Lívia Duarte, liderança do PSOL, voltou a falar de Abaetetuba e da situação difícil vivida pelas famílias desabrigadas. “Muito triste que a gente veja pessoas desabrigadas em pleno século XXI, em áreas que ninguém escolhe morar, moram porque é o único jeito de viver. Mas se tem o solo de caroço de açaí, de serragem, uma hora vai cair”, ressalta.Deputada Lívia Duarte

Por fim, o deputado Erick Monteiro, liderança do PSDB e Cidadania, usou o horário para falar da necessidade de construção do canal das toras, em Ananindeua; o deputado Wescley Tomaz, do PSC, ressaltou a importância de se discutir o agronegócio e a legalização de garimpos de pequeno impacto, especialmente no Tapajós; e Josué Paiva, do Republicanos, falou sobre as visitas feitas nos últimos dias aos municípios de Afuá, Anajás e Chaves, no Marajó, para tratar de ações com as prefeituras e lideranças.Deputado Erick Monteiro

Grande expediente
No grande expediente, o último horário antes da votação de projetos, o parlamentar Torrinho Torres falou sobre a moção protocolada em que pede a construção de uma Usina da Paz em São Félix do Xingu. Deputado Torrinho TorresTambém usaram o horário os deputados Josué Paiva, Toni cunha e Rogério Barra. Este último subiu à tribuna para criticar a situação da saúde nos municípios da Região Metropolitana de Belém, que vem enfrentando uma crise de falta de insumos e greve de servidores por falta de pagamento. Rogério sugeriu, ainda, aos colegas, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar os problemas apontados.Deputado Rogério Barra

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Por fim, o deputado Carlos Bordalo voltou a falar dos riscos à cadeia produtiva do açaí, que, inclusive, trouxe batedores à galeria da Alepa. O parlamentar fez um alerta para autoridades dos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF), Defensoria Pública do Estado do Pará, Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ/PA), além do governo.Deputado Carlos Bordalo

“Tem que cessar imediatamente o licenciamento ambiental e licenças de operação desta monstruosidade que está colhendo açaí de forma ilegal. Inclusive, vale lembrar, que cortar o pé de açaí que é produtivo traz um prejuízo de anos. Temos 50 mil pontos de açaí no Estado, o que implica ocupação de mais de 150 mil paraenses. Então pedimos a imediata suspensão de todas as licenças em vigor no Pará para uma avaliação criteriosa do impacto social dessa balsa, para depois avaliar se deve ou não licenciar”, pontuou.

Bordalo protocolou uma moção em que pede ao governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-BIO), e MPE, que suspenda as atividades da balsa até que se realizem os estudos de viabilidade econômica. A industria flutuante atua nas Regiões do Araguaia, Baixo Amazonas, Guajará, Guamá, Carajás, Lago do Tucuruí, Marajó Caete, Rio Capim, Tapajos, Tocantins e Xingu.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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