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Deputados aprovam projeto sobre atividades das mulheres marisqueiras no Pará

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Com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da atividade pesqueira e marisqueira como forma de promoção de programas de inclusão social, de qualidade de vida das comunidades pesqueiras e marisqueiras, de geração de trabalho, renda e de conservação da biodiversidade aquática para o usufruto desta e das gerações futuras, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou, em Sessão Ordinária, na manhã desta quarta-feira (31), o Projeto de Lei nº 137/2021 de autoria da deputada Diana Belo. A proposta institui a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e das Atividades das Mulheres Marisqueiras no Pará.

A justificativa apresentada na proposição diz que “o projeto garante o desenvolvimento sustentável da atividade pesqueira e das atividades das mulheres marisqueiras do Pará, como fonte de alimentação, trabalho, renda, cultura e lazer”. Além disso, a proposta promoverá o uso dos recursos pesqueiros e marisqueiros, bem como a otimização dos benefícios econômicos decorrentes, em harmonia com a preservação e a conservação do meio ambiente e da biodiversidade.Deputada Diana Belo

O projeto relata também que a pescaria já é regulamentada por Lei, falta, contudo, normas de políticas públicas, a fim de garantir desenvolvimento sustentável da atividade pesqueira. “As atividades das mulheres marisqueiras são de extrema importância para o desenvolvimento de algumas cidades que vivem da pesca e da venda do marisco. As marisqueiras realizam, de forma artesanal, as atividades em manguezais, que atualmente, no Pará, não possuem normas e políticas de desenvolvimento sustentável, a fim de garantir, as atividades das mulheres marisqueiras, como fonte de alimentação, trabalho, renda”. 

De autoria do deputado Carlos Bordalo, foi aprovado o Projeto de Lei nº 351/2022 que dispõe sobre a Política Estadual de Atenção a Gagueira e a Pessoa que gagueja no Pará. A gagueira é uma disfunção da fala de origem psicomotora, que se caracteriza por repetição de sons e sílabas ou por paradas involuntárias, que comprometem a fluência e a comunicação verbal.

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A pessoa gaga sabe perfeitamente o que quer dizer, mas não consegue ajustar o tempo e a duração dos sons. Isso faz com que repita ou prolongue a emissão de uma consoante, de uma vogal ou de uma sílaba, ou então, que interrompa a fala diante de um som que considera de risco para articular sem tropeços. Nesses momentos, muitas vezes, ao perceber que vai gaguejar, a pessoa consegue substituir essa palavra por um sinônimo que não apresenta a mesma dificuldade de pronúncia. O projeto tem como objetivo destinar, assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais pela pessoa com gagueja, visando à sua inclusão social e sua cidadania. “Aproximadamente 10 milhões de brasileiros possuem gagueira, sendo dois milhões de forma crônica. A maior parte desse número é de crianças, por isso é importante iniciar o tratamento de maneira rápida”, afirma o deputado na justificativa do projeto.Deputado Carlos Bordalo

A Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens (CIDID), aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), considera a gagueira como uma deficiência desde 2001. Atualmente tramita no Senado Federal, Projeto de Lei que propõe a alteração da Lei Brasileira de Inclusão/Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015) para incluir mudos e gagos entre as pessoas com deficiência. A pessoa com mudez ou gagueira passa por sérios problemas na vida cotidiana. Ela tem prejuízos especialmente pela dificuldade de interagir durante situações como entrevistas de emprego, quando a empresa não está preparada para lidar com a questão.

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Apesar do conhecimento da alta prevalência da gagueira em pré-escolares e das consequências do distúrbio na vida do falante, a sociedade em sua maioria não apresenta reais conhecimentos sobre o distúrbio nem tampouco há políticas públicas voltadas, especificamente, para atender essa população. “É fundamental uma política pública que atenda aos anseios deste segmento da população”, finaliza a justificativa do Projeto de Lei.

De Utilidade Pública para o Estado, constavam duas propostas. A do deputado Dirceu Ten Caten, o projeto de lei nº 141/2022, declarava de Utilidade Pública, a Cooperativa de Táxi Lotação de Santa Fé – COOPSFE. A proposta recebeu voto contrário da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação Final (CCJRF).Deputado Dirceu Ten Caten

Outra matéria, a de nº 206/ 2022, declara de Utilidade Pública, o Instituto Professora Mônica Santana – IPMS, no município de Belém, como entidade de Utilidade Pública do Pará. O autor é o ex-deputado Miro Sanova.

Indicação

Deputado Fábio FreitasO Projeto de Indicação nº 32/2022, do deputado Fábio Freitas, que dispõe sobre a criação de um sítio eletrônico informativo da localização dos veículos recuperados pela Segurança Pública do Pará, foi acatado pelos deputados.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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