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Aprovado projeto de criação da Fundação Rádio e Televisão Assembleia Legislativa do Pará

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Para incentivar as Casas Legislativas a montarem suas próprias emissoras de rádio e televisão, com sinal aberto e gratuito, e universalizar o acesso às programações, os deputados da Assembleias Legislativa do Pará (Alepa) aprovaram na manhã desta terça-feira (21.03), em Sessão Ordinária deliberativa, o Projeto de Lei complementar nº 7/2023 que cria a Fundação Rádio e Televisão Assembleia Legislativa do Pará (FRTPA). Com a proposta, todos podem transmitir suas sessões de plenário, o trabalho das comissões, as audiências públicas e programas de interesse público, de forma direta e transparente. O autor da proposta é a Mesa Diretora do Legislativo. 

O presidente da Alepa, deputado Chicão, destacou que, com a aprovação do projeto, a emissora da Assembleia Legislativa será regulamentada, e assim, dará continuidade a um trabalho mais transparente. “Estamos regulamentando algo que existe. A TV legislativa já existe, a rádio também, mas precisarmos de um instrumento como a fundação, que nos dará mais condições para fazermos um trabalho com ampla transparência e melhores conteúdos em prol do trabalho e valorização do Parlamento estadual’, disse.

Ele enfatizou também que, “por meio do canal da Alepa, a população pode avaliar o trabalho e as decisões tomadas pelos parlamentares, sejam em Sessões Plenárias, reuniões de comissões, audiências públicas, debates ou outros eventos relacionados à atividade legislativa”, completou ele. Deputado Chicão, presidente da Alepa

Para o deputado Iran Lima, o Projeto de Lei, após sancionado, irá transmitir de forma mais eficiente e organizada, informações de maior fortalecimento aos paraenses. “O projeto, além de trazer mais valorização do servidor na área da comunicação, terá mais ações que vão ao encontro do que as pessoas precisam, no sentido de informar o que acontece no Legislativo estadual”, destacou. Deputado Iran Lima

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Em 2012, a Câmara dos Deputados criou uma rede nacional de canais de TV digital e rádio FM. As emissoras dessa natureza foram criadas para que os brasileiros acompanhem o que está sendo discutido e votado no Congresso Nacional, nas assembleias estaduais e nas câmaras municipais. O objetivo é incentivar as casas legislativas a montarem suas próprias emissoras de rádio e televisão, com sinal aberto e gratuito, e universalizar o acesso às programações. De acordo com o projeto da Alepa, as finalidades básicas da FRTPA “são a exploração e a execução dos serviços de comunicação, assim como a produção e a veiculação de programas de cunho informativo, cultural e educativo”. 

Atualmente, no Brasil, são cobertos pelo sinal das emissoras legislativa de TV, pelo menos 250 municípios, abrangendo um público de 80 milhões de pessoas. Canais dessa natureza estão em processo de implementação em 1.707 cidades; e outras 320 aguardam a liberação de canais pelo Ministério das Comunicações. 

A ideia é que a rede legislativa também possa influenciar no processo de produção legislativa, como no aumento da frequência dos parlamentares nas sessões plenárias e nas reuniões das comissões. Ainda é destacado no projeto da Alepa que esse processo “gera uma demanda maior de serviço e a contratação de mais profissionais de imprensa para as instituições e gabinetes, impulsionando a cobertura detalhada de acontecimentos em tempo real e corroendo o monopólio da grande mídia na definição da agenda pública”. 

Com a proposição, a produção da rádio e TV deve tratar da história, da arte e atualidades políticos-culturais do estado, buscando novas linguagens audiovisuais. A cobertura das pautas é norteada pelo interesse público. A programação da Fundação Rádio e TV Alepa deve refletir a diversidade do Pará. 

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Escola Legislativa – Outro projeto de lei complementar, de autoria da Mesa Diretora da Alepa, aprovado foi o de nº 8/2023 que cria a Fundação Escola do Poder Legislativo do Estado do Pará (Felepa), de acordo com o termo do art. 37, inciso XIX, da Constituição Federal, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 19/1998, nos artigos. 21, caput, e 91, inciso IX, da Constituição do Estado do Pará. 

A Fundação Escola do Poder Legislativo do Pará terá personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa, financeira e orçamentária, plena gestão de seus bens e recursos, sem fins lucrativos e vinculados à Alepa. A Felepa terá a seguinte estrutura básica: presidência da fundação; conselho deliberativo; conselho fiscal; presidência do conselho deliberativo; coordenadoria Administrativa e Financeira; coordenadoria pedagógica; coordenadoria de ensino à distância; secretaria escolar; procuradoria jurídica.

O padrão remuneratório dos ocupantes dos cargos em comissão pertencente a estrutura disposta nos incisos do Art. 30, assim como os jetons por participação dos Presidentes e membros do Conselho Deliberativo e Fiscal, deverão obedecer à forma consignada no Art. 11° desta Lei Complementar, sendo a nomeação de competência do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará. 

“A Escola do Legislativo é um marco dessa gestão. Outros estados têm procurado saber como funciona a escola, devido sua forma de trabalhar. Ao criar a Fundação, estamos valorizando a educação. Com este Projeto de Lei complementar vamos regularizar a forma de pagamento de profissionais que atuam no ensino-aprendizagem de diversos servidores que cursam Gestão Pública, na Escola do Legislativo da Alepa.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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