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Taís Schilling Ferraz inaugura retrato na Galeria dos Desembargadores do TRF4

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A desembargadora Taís Schilling Ferraz descerrou nesta manhã (29/7) seu retrato na Galeria dos Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A cerimônia, que também foi transmitida online pelo Zoom, reuniu magistrados, servidores e familiares. A inauguração do retrato costuma ser realizada no dia da posse, mas como a desembargadora ingressou na corte durante a pandemia de Covid-19, em 21 de setembro de 2020, a solenidade precisou ser adiada.

Em um púlpito em frente à Galeria, localizada no andar térreo do tribunal, o presidente da corte, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, conduziu a cerimônia. Após falar sobre a extensa formação da magistrada, Valle Pereira declarou que Shilling Ferraz agrega muito ao tribunal, demonstrando sua afirmativa com palavras da própria magistrada no discurso de posse:

“Dar acesso à Justiça em meu sentir é desconstruir muros e construir pontes, é favorecer a comunicação, escutar atentamente e criar condições para o consenso e a co-responsabilidade pelas soluções e pelos resultados. Meu compromisso é com a construção de pontes, e serei mais um elemento a ajudar nesta enorme e tormentosa travessia que temos feito no Brasil rumo a novos patamares civilizatórios”.

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“O momento é complexo e estamos fazendo esta travessia”, completou Valle Pereira antes de passar a palavra à homenageada.

“Acredito que estamos passando por um limiar, um momento de transformação, que acontece em todos os lugares, mas de maneira muito especial dentro do Judiciário. Os desafios para cumprir o nosso propósito de pacificação social nunca foram tão grandes e complexos”, disse Ferraz ao iniciar seu discurso.

A magistrada enfatizou que os litígios são cada vez em maior número, e que é necessário buscar soluções para além dos métodos tradicionais, não lutando contra estes, mas criando outros novos e mais eficazes, que tornem os antigos obsoletos. Ferraz citou o eproc, a conciliação, os fóruns interinstitucionais e a Justiça Restaurativa como exemplos de novos métodos.

“Não acredito em revolução, porque quanto mais forte a gente empurra, mais o sistema empurra de volta. Mudanças muito bruscas, que não tenham em conta as muitas conexões que podem existir entre aquele elemento em que nós queremos intervir e outros elementos no mesmo sistema, acabam não sendo mudanças sustentáveis.”

“O sistema que está funcionando, ainda que de maneira disfuncional há muito tempo, tende a se reorganizar a se reequilibrar, e o problema volta, as vezes de forma tão brusca como a que caracterizou a mudança. Se queremos mudanças que se sustentem, nossas intervenções precisam ir além dos aspectos visíveis sobre os quais tendemos a trabalhar. Nossas estatísticas nos mostram a parte visível de um grande iceberg. Abaixo, há padrões, há interconexões, há valores para manter o sistema funcionando dentro de determinados parâmetros”, salientou, apontando o realinhamento entre as instituições ao propósito da pacificação e o investimento na comunicação interna, entre instituições e com a sociedade como fatores de mudança e evolução do Judiciário.

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Trajetória

Natural de Porto Alegre, Taís Schilling Ferraz ingressou na magistratura federal em 1993. Foi diretora do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul. É mestre em Direito e doutora em Ciências Criminais. Integrou o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e foi presidente da Comissão da Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Entre suas publicações, destaca-se o livro “O precedente na Jurisdição Constitucional: construção e eficácia do julgamento da questão com repercussão geral.” 

Fonte: TRF4

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Turma Regional do TRF4 retoma sessões de julgamento presenciais no Paraná

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A 10ª Turma Regional do Tribunal Regional Federal da 4ª Região retomou nesta terça-feira (16), as sessões de julgamento de forma presencial, depois de mais de dois anos de interrupção deste formato em decorrência da pandemia da Covid-19. A retomada dos julgamentos presenciais aconteceu no 6º andar do prédio da Seção Judiciária do Paraná (Av. Anita Garibaldi, 888).

A sessão foi presidida pelo desembargador Luiz Fernando Wowk Penteado, com acompanhamento do desembargador Márcio Antônio Rocha, da juíza federal Flávia da Silva Xavier, e do procurador do Ministério Público Federal (MPF), Sérgio Cruz Arenhart. 

O desembargador Luiz Fernando Wowk Penteado destacou que a retomada das sessões presenciais representa o restabelecimento do normal. Penteado ressaltou que o momento marca também a mudança na designação da “Turma Regional Suplementar”, que deixou de ser chamada desta forma, para ser a 10ª Turma Regional do TRF4.  

A alteração, constante no Assento Regimental nº 23/2022, aconteceu em função da ampliação da corte, que passará a contar com mais 12 desembargadores. Com isso, o Tribunal incorporou à sua estrutura permanente a Turma descentralizada previdenciária que funciona no Paraná e também criou mais uma turma de competência administrativa, civil e comercial. 

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Fonte: TRF4

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