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Sessão Especial discute políticas antirracistas dentro da Década Internacional Dos Afro Descendentes

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O Plenário Newton Miranda sediou, na manhã desta segunda-feira (12), a Sessão Especial para a discussão de Políticas Públicas Culturais de Igualdade Social e Educação Antirracista no Pará, dentro da Década Internacional Dos Afro Descendentes. Proposta pelo deputado Dirceu Ten Caten (PT), o encontro contou com a presença de autoridades estaduais e representantes de organizações não governamentais militantes pela causa antirracista.

Participaram da sessão, ainda, a deputada Lívia Duarte (PSOL), presidente da Comissão de Cultura da Alepa; o professor doutor Luiz Augusto Pinheiro Leal, coordenador Malungo – Centro de Capoeira Angola; Edna Monteiro, representante do Movimento Mocamba; Mário Augusto Almeida, representante da Secretaria Estadual de Educação (Seduc/PA); Marcelo Ferreira, presidente do Movimento Negro Zum de Marituba; Denilson Batista Rodrigues Ferreira, representante do Conselho Municipal de Igualdade Racial de Castanhal; Cristina Vasconcelos Nunes, Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN/PA; Pedro Cavalero, representante da Secretaria Estadual de Igualdade Racial e Direitos Humanos; e professor José Guilherme dos Santos Fernandes, professor titular da Universidade Federal do Pará – UFPA.Deputado Dirceu Ten Caten

Para o deputado Dirceu, a sessão demonstra que a luta antirracista é permanente. “O Brasil é um país marcado por um racismo estrutural e a ONU teve a iniciativa de criar uma década voltada para os povos afro descendentes. O início desse trabalho internacional foi em 2015 e vai até o ano que vem. Então, nós entendemos que ainda há muito por fazer. O Brasil ficou muito distante dessa pauta no governo anterior e nós estamos vivendo um processo de retomada. Então, é importante que o Parlamento também possa se envolver e fazer um processo de escuta a partir desse diálogo, principalmente com os movimentos sociais ligados à promoção da igualdade racial e à luta contra o racismo”, afirmou.Lana Larrá

Titular do Comitê Estadual de Segurança Pública e Enfrentamento à LGBTQIA+Fobia, Lana Larrá parabenizou a iniciativa do deputado Dirceu e ressaltou a importância de ocupar esse espaço. “Eu, como uma mulher travesti, preta, periférica, que está diariamente na luta não só contra a LGBTQIA+Fobia, mas também na luta contra o racismo, tenho necessidade de estar nesses espaços, construindo essas políticas. Mas isso não se faz sem as mulheres, não se constrói nada sem as mulheres, né? Então precisamos de mais mulheres não só na política, mas de mais mulheres nas mesas de debate, no Parlamento, nas secretarias estaduais e municipais, para a construção de fato de uma luta antirracista”, pontuou.

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Pedro Cavalero, diretor de Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, ressaltou que, dentre as temáticas abordadas na sessão, uma das situações já encaminhadas pelo órgão foi com relação a 12 territórios quilombolas.Pedro Cavalero

“Nós já estamos com eles devidamente titularizados, mas é necessário não só titularizar, mas ter a sua escritura pública. Nós estamos, também, levando essa situação da educação quilombola, da educação da capoeira. Temos uma reunião quarta-feira com a secretária de Educação para tratar a questão da educação quilombola específica dentro do seu território, obedecendo seus costumes, as suas crenças, as suas ancestralidades, porque isso infelizmente não tem no estado do Pará. Então, é uma obrigação nossa, recriar junto com os movimentos sociais, Malungo, Mocambo e outras comunidades, outros atores, porque o Estado tem esse compromisso com a população quilombola”, declarou Pedro.

O diretor também pontuou o avanço com a aprovação do Projeto de Lei n° 246, que cria o Fundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno e de Erradicação do Trabalho em Condições Análogas às de Escravo no Pará (FUNTRAD/PA). “Não só de tirar do local de trabalho, mas como acolher também. Ter casas de acolhimento, então tudo isso nós estamos discutindo no atual, no Plano Plurianual que não tem, nós vamos levar essa discussão para que o estado possa, no caso, garantir as casas de acolhimentos para os trabalhadores resgatados do trabalho análogo ao escravo”, garantiu.Cristina Vasconcelos

A superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN/PA, Cristina Vasconcelos Nunes, lembra o papel do órgão nesse trabalho. “No Iphan, nós trabalhamos todas as expressividades culturais do nosso país. A capoeira, como o regimento da luta negra do nosso país, para a gente, foi um registro muito significativo. E fazer com que ele se torne realmente nacional, precisamos de políticas públicas, e aqui no Pará ainda está faltando muita política pública para isso. Fazer com que a capoeira venha para as escolas, isso é um papel que o Iphan pode intermediar. Então nós vamos começar a conversar com as secretarias de estado, as secretarias municipais, para que a gente possa introduzir a capoeira como um instrumento da ancestralidade”, disse.Marcelo Ferreira

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Marcelo Ferreira representa o Movimento Negro Zum de Marituba, e afirma que o momento foi importante para fazer uma reflexão sobre a Lei 10.639, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”.

“Foi importante entender que a gente precisa trabalhar efetivação dessa Lei. Ou seja, realmente sensibilizar os municípios no sentido de que eles façam essa busca ativa para que eles tenham conhecimento da 10.639, e que possam realmente fazer a implantação dela dentro do seu município. Porque a educação antirracista é um ponto crucial para a gente poder trabalhar a questão da desigualdade. A desigualdade perpassa pela questão da educação”, justificou.

Membro do Fórum de Entidade Negra do Pará, Denilson Batista foi um dos provocadores do debate pelo reconhecimento dos capoeirenses enquanto profissionais, dentro do que a gente já vem colocando a respeito da Década Internacional dos Assuntos Descendentes.

“A proposta foi justamente a gente fazer essa reflexão a respeito do que tem avançado nesse sentido e o que a gente ainda tem por metas a realizar. Agora temos a Secretaria Estadual, vimos com o Estatuto Estadual de Equidade Racial, e agora estamos pensando as condições para o Memorial da População Negra, com a formação indicada pelo movimento negro, inclusive de uma exposição da África, da diáspora. Felizmente, a gente sempre acha uma acolhida do deputado Dirceu, que inclusive trouxe a gente para uma sessão especial”, finalizou.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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