BELÉM

PARÁ

Seis municípios Paraenses comemoram fundação neste dia 30 de dezembro

Published

on

O dia 30 de dezembro marca o aniversário de fundação de seis municípios paraenses.

Barcarena, Bujaru, Inhangapi, Nova Timboteua e São Francisco do Pará completam 80 anos; e Melgaço festeja 62 anos.

São cidades que apresentam peculiaridades e diversidade nas contribuições para o desenvolvimento do Pará. Conheça um pouco de cada um desses municípios que hoje estão no berço:

Barcarena – Os primeiros habitantes das terras de Barcarena foram os índios Aruans, que, durante o período da colônia, antes de 1709 foram catequizados pelos padres jesuítas, que se instalaram em terras doadas por Francisco Rodrigues Pimenta, na fazenda Gebirié, depois conhecida como “Missão Geribirié”, erigindo aí uma igreja, que ainda serve de matriz.

Posteriormente, elevado o povoado à categoria de freguesia e depois à categoria de Vila em 10 de maio de 1897, ocorrendo sua instalação em 2 de janeiro de 1898. Barcarena foi palco de importantes acontecimentos durante os agitados anos da Cabanagem. Em seu território morreu o cônego Batista Campos, a 31 de dezembro de 1834. Líder revolucionário paraense que editou um jornal contra o presidente Bernardo Lobo de Souza.Barcarena

O nome Barcarena se originou da presença, no assentamento populacional, de uma grande embarcação que havia sido batizada como “Arena” vulgarmente conhecida como barca. A junção das duas palavras fez com que a localidade ficasse conhecida como Barcarena.

O município é um importante pólo industrial, conta com 94 empresas em uma área de mais de 8 mil hectares. Barcarena é onde é feita a industrialização, beneficiamento e exportação de caulim, alumina, alumínio e cabos para transmissão de energia elétrica, entre outros. A economia tem base tradicional na agricultura, mas também avança com o turismo e com as indústrias instaladas na cidade, gerando crescimento econômico para o município – que possui o 8º maior PIB do estado (2018/IBGE) – e para o Pará. É em Barcarena que está localizado o maior porto do Estado: o Porto de Vila do Conde. Modais de Transporte: terrestre e marítimo.

Bujaru – O nome vem, originalmente, do Rio Bujaru que corta o município, cujo significado indígena é boca da cobra.Com cerca de 30 mil habitantes, Bujaru se destaca pela produção cultural.Bujaru

Nesta cidade encontram-se os reconhecidos grupos de teatro Kizomba e Bom Intento, famosos por suas performances teatrais. Entre as mais tradicionais, encontra-se a Paixão de Cristo realizada na semana santa, todos os anos. O município conta também com os Grupos de Dança Kings Of Dance e o Canto do Guará que se apresentam em diversos eventos culturais e religiosos. No mês de setembro, na cidade, acontece o festival do açaí jet o qual é repleto de competições como: natação, corrida de jet-ski, competição de peconheiros, etc. E também diversas atrações, apresentações e shows durante os três dias do festival.

Leia Também:  Alepa realiza Sessão Solene em homenagem ao Dia do Advogado

Inhangapi – O Termo INHANGAPI é de origem Indígena Tupi Guarani que significa “Caminho do Diabo” ou “Caminho do Veado”, nome dado pelos indígenas que foram os primeiros povos a pisar em solo Inhangapiense.

A ocupação das terras do atual município de Inhangapi deu-se no fim do ano de 1.898, com a instalação, ali, de um núcleo colonial. O local escolhido localizava-se na vertente direita do Rio Inhangapi, afluente da margem direita do Rio Guamá, e ligado à então vila de Castanhal, no quilometro 75 da estrada de ferro de Bragança, por uma estrada de rodagem de 16 km, e ao rio Inhangapi, pela continuação da mesma Estrada que atravessa o núcleo.Inhangapi

Em 1.920 Inhangapi era um dos distritos de que se compunha o município de Belém. Nos quadros de divisão territorial datados de 31 de dezembro de 1.936 e 31 de dezembro de 1.937, bem como no anexo ao Decreto-lei Estadual nº. 2.972, de 31 de março de 1.938, figura como do município de Castanhal, onde permaneceu até 30 de dezembro de 1.943, quando ganhou autonomia, através do Decreto-Lei Estadual número 4.505, pelo então Governador do Estado do Pará o Coronel Joaquim Cardoso de Magalhães Barata.

Nova Timboteua – Em 1888, Serafim dos Anjos Costa requereu junto ao governo provincial área de terras onde hoje se localiza a sede municipal de Nova Timboteua. Nessa mesma época fixaram residência no lugar Afonso Roberto Pimentel e Manoel Maria. Num esforço conjunto, os pioneiros atrairam novos moradores e, em 1892 e núcleo já estava dilatado.

O município de Nova Timboteua foi criado pelo Decreto Lei nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, com território desmembrado de Igarapé-Açu.Nova Timboteua

Os primeiros habitantes da cidade de Nova Timboteua, subiram as margens do Rio Peixe-Boi, que passa bem próximo do município e encontraram grade quantidade de timbó. Timbó é uma planta cuja raiz serve como veneno para o uso de pesca. Os habitantes utilizavam dessa técnica: quebrar bem a raiz e o suco, de cor branca serve para capturar os peixes.

Outra palavra que nos ajuda a entender o nome da cidade é Teua. Teua no dicionário tupy guarani significa: abundância. A junção de Timbó, mais Teua formou Timboteua. Já havia um povoado com o nome de Timboteua, então houve o consenso de que uma seria vila de Velha Timboteua e a outra Nova Timboteua.

São Francisco do Pará – O município foi fundado a partir de uma vila chamada Vila do Anhanga, que em Tupi-Guarani significa “Pedra do Diabo” se originou com a passagem da Estrada de Ferro de Bragança, que foi muito importante para o desenvolvimento das cidades da região metropolitana de Belém e nordeste paraense. Além de Anhanga, já possuiu outros dois nomes antes de ser definida como São Francisco do Pará.São Francisco do Paará

Leia Também:  Deputados votam sete proposições na sessão ordinária desta quarta-feira

As atividades de lazer e o turismo em São Francisco do Pará são representados principalmente pelos balneários de igarapés ao redor da cidade. Destacam-se os balneários do igarapé de Pau Amarelo e o do rio Jambuaçu, muito populares sobretudo em finais de semana e nas férias escolares de julho, onde oferecem algumas atividades de lazer para as crianças, como boias de borracha, passeio de caiaque e banho de água doce.

Pelos dados de seu PIB 2012, o setor de serviços respondia por 47% da economia municipal, seguido pelo setor público com 27 %, o agronegócio com 14% e o setor industrial com apenas 5%.
Melgaço – Nações indígenas Nheengaíba, Mamaianá, Chapouna, entre outras, estabeleceram contatos, povoaram e sustentaram histórias e culturas da região que, a partir de 1659, depois de 20 anos de sequentes guerras com os portugueses, viveu a efetivação do Tratado de Paz, intermediado por padre Antônio Vieira, originando a aldeia Guarycuru. Nos séculos que antecederam a conquista da Amazônia, estas nações indígenas viveram inúmeras trocas culturais entre si e com outros povos aborígines que se esparramaram pelo vasto território amazônico.

Depois da conquista da Amazônia e dos Marajós, especialmente na região de florestas, durante uma centena de anos (1659 a 1759), os filhos de Loyola, membros da Companhia de Jesus, esforçaram-se para fazer do processo de conquista regional, um tempo de expansão da “Cruz de Cristo” entre povos ameríndios.

Desse modo, a aldeia Guarycuru originou a Vila São Miguel de Melgaço em 1759, em homenagem a uma freguesia existente em Portugal, batizada de Barão de Melgaço. Os tempos da Melgaço Vila (1759-1899), foram marcados por alianças e conflitos, assim como avanços e recuos. A chegada da República, em plenos tempos do “Ouro Negro”, a borracha, elevou os municípios brasileiros, com condições de se auto sustentar, a intendências municipais. A partir daí, Melgaço transformou-se em Intendência Municipal e Cabeça de Comarca, gerenciando, ainda que de maneira provisória, destinos de Breves e Portel no século XIX.

Entre 1870 a 1920, Melgaço, Breves, Portel, Anajás, Afuá, para citar os principais, tornaram-se grandes produtores e exportadores de borracha do Estado do Pará. Entre 1930 a 1960, Melgaço esteve sob a custódia de Breves, por um período de quase dois anos. Na década de 1950, depois do fim do segundo ciclo da borracha (1939-1945), voltaram a povoar as terras que dão origem à cidade de Melgaço, propícia a agricultura e criatório de gado, articularam-se junto a agentes políticos e econômicos locais para lutar pela tão almejada emancipação política. Assim, em 1962 o município foi administrado interinamente enquanto preparava seu primeiro processo eleitoral.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

Published

on

Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

Leia Também:  Deputados votam sete proposições na sessão ordinária desta quarta-feira

A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

Leia Também:  Projeto intitulado de Lei Ana Benevides é apresentado na Alepa

Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA