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Presidente da Alepa participa da posse de novos dirigentes do TCMPA

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O chefe do Legislativo estadual, deputado Chicão, participou da posse dos novos dirigentes do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA), na manhã desta sexta-feira (27). O presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) integrou a mesa da cerimônia, realizada no auditório “Alacid Nunes”, na sede do TCMPA, em Belém.

Foram empossados os conselheiros Antonio José Guimarães na presidência, Lúcio Vale na vice-presidência, José Carlos Araújo na Corregedoria, e Sergio Leão na Ouvidoria da instituição. Fizeram parte da composição da mesa a presidente do biênio 2021-2022, Mara Lúcia; o presidente da Alepa, deputado Chicão; o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues; o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), Roberto Moura; a presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCEPA), Lourdes Lima; o procurador-chefe de Contas do Estado, Patrick Mesquita; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará (OAB/PA), Eduardo Imbiriba; a procuradora-chefe de Contas dos Municípios, Maria Inês Gueiros; e o procurador do Ministério Público do Estado (MPE/PA), Antônio Barleta.

A cerimônia também contou com a presença de outras autoridades e foi presidida pela conselheira Mara Lúcia, que entregou o colar presidencial ao conselheiro Antonio José. Uma novidade deste biênio é que, pela primeira vez, o TCMPA terá posse para o cargo que ouvidor, que, desde a mudança legal, passou a também compor a gestão a partir de eleição.

O TCMPA atua na fiscalização, julgamento das prestações de contas e orientação dos 144 municípios do Estado, para garantir a correta aplicação do dinheiro público municipal. Nesse trabalho, o presidente da Alepa destaca a recuperação de recursos aos cofres municipais, a partir da fiscalização de irregularidades praticadas por gestares municipais.

“A gestão da presidente Mara Lúcia contribuiu de forma efetiva para o aumento da transparência nos municípios paraenses, além de fazer diagnósticos da educação no Marajó dentro de um projeto de fortalecimento da educação no arquipélago, e levantar a quantidade de obras públicas paralisadas. Fico feliz por podermos trabalhar juntos, legislativo paraense e TCM, pela garantia de benefícios à população nos últimos 2 anos”, disse Chicão.

O presidente da Casa de Leis do Estado lembrou, ainda, que a Alepa ensinou diversas câmaras municipais a executar projetos de desenvolvimento através da Escola do Legislativo. “Garantimos juntos alteração da Lei Orgânica do TCM que permitiu modernizar conceitos para apreciar as contas anuais do Chefe do Poder Executivo Municipal e sobre elas emitir até o parecer prévio. Me sinto honrado pela confiança dessa parceria e espero muito mais para os próximos anos após a posse hoje dos novos dirigentes que passam a conduzir a Corte de Contas”, explicou.

Por fim, se direcionou ao novo presidente, Antônio José, que também agradeceu a Chicão a parceria com a Escola do Legislativo. “Imagino o desafio de assumir essa gestão, mas desejo que consiga atingir seus objetivos, que envolvem a construção de políticas públicas mais eficientes no que se refere à aplicação de recursos nos municípios paraenses”, finalizou.

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Mara Lúcia deixa legado

A conselheira e presidente Mara Lúcia, em seu discurso, enumerou uma série de ações da gestão, como inovações de pacto nas ações de fiscalização, a atuação do Tribunal durante a pandemia da Covid-19, a implantação da Diretoria de Fiscalização. Esta última, segundo ela, elevou exponencialmente os padrões de qualidade e eficiência técnica do Tribunal. O departamento foi idealizado ainda em 2019, no Projeto TCM 180º, porém, foi criado e implantado, com a sua primeira Diretoria e Coordenações, na gestão de Mara.

“De forma convicta e resoluta, afirmo que a implantação e estruturação da DIPLAMFCE, ao longo deste biênio de 2021-2022, elevou, exponencialmente, os patamares de qualidade e efetividade técnica de nosso Tribunal, a partir das incontáveis ações desenvolvidas, normativos editados e treinamentos realizados, ao que congratulo e registro meus sinceros agradecimentos e especial reconhecimento, pela coragem, determinação e inatacável competência, com que a Diretora Miryam Albim e nosso Diretor-Adjunto Felipe Souza, abraçaram este projeto e, certamente, em nome destes, reconhecendo a atuação de todos os coordenadores e demais servidores que conjuntamente empenharam dedicação e esforços diários”, afirmou.

A partir das ações realizadas, o Tribunal alcançou um dos principais reconhecimentos do país, a certificação selo diamante, conferida pela Associação dos Membros dos Tribunais de Conta do Brasil (Atricon), o maior reconhecimento da transparência pública do país. O Estado do Pará foi o único a alcançar a certificação, a qual, inclusive, assegurada individualmente ao próprio TCMPA, se insere dentre os 10 (dez) Tribunais de Contas mais transparentes do país, sendo, dentre os Tribunais de Contas dos Municípios, o mais transparente do Brasil.

“A exemplo das gestões que antecederam esta, que hoje se encerra, ainda sob a perspectiva de nossas atividades finalísticas, recebemos o desafio de tornar nosso Tribunal mais célere, tempestivo e contemporâneo, no processamento e julgamento das prestações de contas, para o qual, contando com o apoio de meus pares, do Ministério Público de Contas e de todos os servidores e servidoras das Controladorias de Controle Externo e Gabinetes, não medimos esforços, traçando novas estratégias e aprovando normativos, balizados em boas-práticas nacionais, para chegarmos a um patamar nunca antes alcançado, com julgamentos de quase a totalidade das contas de Prefeitos e Presidentes de Câmaras, do exercício de 2020, em 2022 e, ainda, um grande volume destas mesmas prestações de contas, do exercício de 2021, já julgadas em 2022, ou seja, no curso das gestões municipais, oportunizando uma série de medidas corretivas e de evolução administrativa dos Chefes dos Poderes”, pontuou.

Nova gestão, um novo compromisso

O presidente Antonio Jose, empossado nesta sexta-feira, reforçou diversas ações enquanto vice-presidente do Tribunal, entre elas, o Projeto de Fortalecimento da Educação dos Municípios do Estado do Pará, coordenado pelo Conselheiro Cezar Colares e sob a orientação técnica da Conselheira Substituta Adriana Oliveira. O projeto percorreu, inicialmente, os 17 municípios do arquipélago do Marajó, e visitou mais de 130 escolas nas zonas urbanas e rural, com a finalidade de realização de levantamento dados e diagnóstico da realidade educacional daquela região.

Antonio também destacou a importância de reconhecer os servidores da Corte de Contas, ressaltando que jamais pode-se esquecer a missão do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará: “Orientar e fiscalizar a administração pública e a gestão dos recursos municipais visando sua efetiva e regular aplicação em benefício da sociedade”.

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“Não se cumpre tal missão sem o comprometimento eficaz e eficiente do seu corpo técnico. Nesse sentido, convido todos os servidores, para caminharmos juntos na consciência da responsabilidade de apresentarmos novos direcionamentos e soluções na incessante busca de aprimoramento no controle dos gastos públicos, a fim de garantir que os municípios deste grandioso estado, estejam rigorosamente dentro dos limites constitucionais da despesa pública, tarefa que deve ser cumprida com transparência e equilíbrio, mas também com firmeza. Do lado da atual gestão permanece a promessa de estruturação do órgão para objetivar a realização da atividade fim do tribunal e valorização do servidor”, disse=.

Currículos dos novos dirigentes

Antonio José Guimarães: O conselheiro é natural de Belém-PA, tem 70 anos e é formado em Engenharia Florestal pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará. Foi funcionário público federal do Ibama, onde atuou em vários cargos, como delegado estadual e presidente nacional do IBDF. Foi diretor do Ministério do Interior, secretário de Assistência Social do Ministério da Previdência, secretário parlamentar, assessor técnico do Senado Federal, secretário de Estado de Integração Regional e de Assuntos Institucionais do Pará. É conselheiro do TCMPA desde 2012, onde está vice-presidente no biênio 2021-2022 e diretor geral da Escola de Contas Públicas “Conselheiro Irawaldyr Rocha”.

Lúcio Vale: Nascido em Manhuaçu- MG, o conselheiro tem 49 anos e é formado em Administração de Empresas pela UNIP e especializou-se em Gestão Pública pela Unama. Foi diretor geral da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Administração de Belém. Foi eleito deputado federal três vezes (2007-2010, 2011-2014 e 2015-2018). Em 2018 foi eleito vice-governador do Estado do Pará. É conselheiro do TCMPA desde abril de 2021.

José Carlos Araújo: O conselheiro é natural de Belém-PA, tem 63 anos, é formado em Psicologia pela Ficom e pós-graduado em Psicologia Existencial Humanista e Fenomenologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Foi eleito vereador de Belém 3 vezes (91-92, 93-96, 97-98), e deputado estadual por duas vezes (99-2002 e 2003-2006). Foi professor da Unespa e da Ficom. O conselheiro já foi presidente, vice-presidente e corregedor do TCMPA em outras gestões.

Sérgio Leão: O conselheiro tem 73 anos, natural de Fortaleza-CE e é formado em Economia com especialização em Planejamento do Desenvolvimento. Trabalhou na iniciativa privada e em diversos cargos do executivo, como secretário de Planejamento do Pará, secretário especial de Gestão, secretário especial do Governo do Pará, secretário de Infraestrutura do Pará, entre outros. É conselheiro do TCMPA desde 2014, onde foi presidente no biênio 2019-2020 e corregedor no biênio 2021-2022.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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