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Deputados aprovam proposições do Executivo que projetam melhorias de índices da educação

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Seis proposições do Poder Executivo aprovadas nesta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), projetam melhorias nos índices da Educação com uma restruturação da administração da pasta no Estado. Entre as propostas aprovadas pelos deputados da Casa de Leis está a autorização de quitação de dívidas contraídas pelos Conselhos Tutelares e um pacote legislativo que tem por objetivo maior assegurar a educação pública, gratuita e de qualidade.

O Projeto de Lei Complementar n° 6/2023 dispõe sobre a regulamentação e a estruturação dos Conselhos Tutelares; seguido do Projeto de Lei Complementar n° 11/2023, que revoga a Lei Complementar n° 06. de 1991, visando a correção da impropriedade legislativa caracterizada pela adoção de legislação em matéria que a Constituição do Estado não exigiu tal espécie normativa.Deputado Chicão, presidente da Alepa

Também voltado para a Educação, o Projeto de Lei n° 245/2023 cria o Programa Dinheiro na Escola Paraense, vinculado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Esta última proposição vem para prestar assistência financeira suplementar às unidades escolares da educação básica da rede estadual de ensino e, segundo o texto da proposta, tem como finalidade promover, por meio da transferência de recursos:

I – pequenas obras e reformas;
II – melhoria de infraestrutura física;
III – melhoria pedagógica;
IV – manutenção da unidade escolar;
V – sustentabilidade ambiental;
VI – garantia de equipamentos pedagógicos e tecnológicos;
VII – climatização das unidades escolares;
VIII – contratação de assessoria jurídica e contábil para prestação de serviços aos Conselhos Escolares.

O líder do governo da Alepa, deputado Iran Lima, detalha sobre a proposição. “É um programa inovador do estado do Pará que em sua primeira etapa vai distribuir, para as escolas paraenses, R$ 100 milhões, e está estabelecido pelo governador que será distribuído para em torno de 80 escolas paraenses. São valores bem representativos e nada melhor que deixar o diretor como presidente do Conselho Escolar, considerando que ele é um servidor efetivo do estado e sabe dos problemas da comunidade escolar e das escolas”, explicou.Deputado Iran Lima

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Ainda no âmbito da Educação, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei n° 335/2023, que institui a Política Estadual Formal para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima, vinculada à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e revoga a Lei Estadual nº 5.600, de 15 de junho de 1990, que dispõe sobre a promoção de educação ambiental em todos os níveis. A partir da aprovação da matéria, educação ambiental passa a ser incorporado à grade curricular da Seduc.

“A matéria ora submetida busca implementar ações e práticas educativas na educação básica, voltadas para a defesa da preservação do meio ambiente, objetivando preparar o estudante para conhecer os temas relacionados à área ambiental, assim como representa um marco na trajetória da educação pública paraense”, disse o governador Helder Barbalho na justificativa do Projeto.

Educação recebe recursos
Outros dois Projetos de Lei foram aprovados e dispõem, respectivamente, sobre o funcionamento do Conselho Escolar das unidades escolares da rede estadual de ensino do Pará (PL n° 368/2023) e a instituição dos critérios técnicos de mérito e de desempenho para investidura na função de Diretor e Vice-Diretor das unidades escolares da rede estadual de ensino paraense (PL n° 369/2023).

O primeiro permite à Secretaria de Estado de Educação, excepcionalmente no exercício de 2023, a transferência de recursos financeiros no valor total de até R$ 1 milhão, para a quitação de dívidas contraídas pelos Conselhos Escolares atualmente constituídos. Para a deputada Maria do Carmo, vice-líder do governo na Casa de Leis, a proposta estende a mão para os conselhos escolares.Deputada Maria do Carmo

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“É isso que a educação é para nós, um instrumento de transformação social, o único instrumento que pode romper a bolha da pobreza”, pontou Maria. “Quitar as dívidas contraídas por esses Conselhos representa uma reabilitação desses Conselhos. Há a necessidade de regularização dos Conselhos Escolares para que as escolas recebam os recursos diretamente. Quero aqui defender essa proposta porque é importante colocar dinheiro nas mãos das escolas e que os conselhos estejam funcionando para eles ajudarem na auto gestão escolar”, finalizou a deputada.

Por fim, o PL n° 369/2023 institui os critérios técnicos de mérito e de desempenho para investidura na função de Diretor e Vice-Diretor das unidades escolares da rede estadual de ensino paraense. O deputado Elias Santiago afirma que já estive dos três lados dessa luta: no movimento social, no que ele chamou de guerra e na greve, tudo para que se conquistasse o direito de eleger diretor de escola.Deputado Elias Santiago

“Para que a gente conquistasse direitos, e a nossa luta valeu. Depois virei prefeito, e fui para o outro lado do balcão e tive que administrar situações. O processo de eleições diretos nas escolas trouxe muitos aspectos positivos nas escolas, mas nós vivemos um período de experiência com essas eleições que nós precisamos reavaliar e não temos que acabar, sou a favor que as eleições de escola sejam facultativas, inclusive como tem sido. E por que não fazem? Porque há um entendimento em algumas escolas que não é bom fazer. Então precisamos reavaliar e melhorar a educação com a experiência prática daquilo que nós vivemos. Parabéns ao governador e ao secretário de educação por estar repassando a administração dos recursos para as escolas e conselhos”, enfatizou Elias.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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