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Comissão de Direitos Humanos e do Consumidor, da Alepa, discute crise do açaí no Pará

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Representantes dos trabalhadores da cadeia do açaí e de órgãos governamentais participaram, nesta quarta-feira (28/02) da reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos, Defesa do Consumidor, dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Mulher, da Juventude, da Pessoa Idosa e Minorias, presidida pelo deputado Bordalo, para discutir a atual crise do açaí. O debate sobre o tema foi solicitado pelo deputado Erick Monteiro.

Deputado Erick Monteiro

“A função do Parlamento ´trazer a sociedade e os órgãos governamentais para discutir e chegar a soluções, em benefício da população”, afirmou o deputado Erick Monteiro. Para o deputado Carlos Bordalo, “não é normal o que está acontecendo, dos paraenses enfrentarem um período de entressafra do açaí com o desaparecimento do produto da mesa do consumidor, o que não ocorreu em entressafras de anos anteriores”, avaliou.

Deputado Carlos Bordalo

O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-PA), Emerson Costa, fez uma apresentação sobre a evolução de preços do açaí, acompanhados pelo Dieese há 30 anos. “Em 1994, o litro do açaí, em Belém, custava apenas R$1,50. Hoje, é possível encontrar o produto por até R450,00 o litro”, exemplificou Emerson.

Sobre a recente alta de preços, registrada na entressafra do açaí, Emerson apontou que, em janeiro, o litro do açaí do tipo médio teve um reajuste de 9,84%, em comparação com dezembro de 2023. Um balanço comparativo dos últimos 12 meses (janeiro/2023-janeiro/2024) verificou que o litro do produto obteve uma alta de 9,29%. Ainda segundo a pesquisa, o preço ficou em uma média de R$19,82 no último mês do ano passado, mas alcançou os R$21,77 em janeiro deste ano.

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Emerson Costa

O DIEESE-PA também identificou diferenças de preços entre feiras, supermercados e pontos de vendas espalhados pela cidade. Na última semana do mês de janeiro/2024, o litro do açaí do tipo médio foi encontrado com os seguintes preços: nas feiras livres oscilaram entre R$12,00 a R$18,00; já nos supermercados oscilaram entre R$26,00 a R$29,99.

Paulo TenórioPaulo Tenório, do Instituto Açaí, que reúne os batedores, elencou várias propostas para contribuir para viabilizar a produção do açaí e garantir preços melhores para os consumidores, como alterar a legislação que proíbe o congelamento, para permitir um estoque regulador nos período de entressafra; regular a venda dos frutos pelo peso e não pela medida (por latas); criar o período de defeso para o açaí nas entressafras, a exemplo do que é feito com o pescado; legalização dos batedores de açaí.

Cristiano MartinsO secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Cristiano Martins, avaliou as razões para a atual crise no setor do açaí, com a alta dos preços. “É nítido queo crescimento da produção de açaí no Pará não acompanha o aumento das exportações do produto. Assim como o aumento de produção se dá pela expansão das áreas destinadas à plantação e coleta do açaí, e não por um real aumento da produtividade”, explicou.

Marivaldo PereiraO coordenador do programa Açaí, da Sedap, Marivaldo Pereira, apontou que o mais grave é o desabastecimento. “Não é possível entender como o Pará, maior produtor do Brasil, não tem açaí e ainda tem o custo mais alto para o consumidor”, lamentou.

Produção – Com a alta de preços no mercado local, o Pará é considerado o maior produtor de açaí do Brasil. Nosso estado responde por 94% da produção brasileira, com 1,6 milhão de toneladas em 2022. De acordo com os dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Pará liderou a produção nacional de cinco importantes culturas: abacaxi, açaí, cacau, dendê e mandioca. Mas foram as produções agrícolas do açaí e do dendê que colocaram o Pará no topo da produção, quando comparado com outras unidades federativas do Brasil. O açaí teve uma produção de 93,87% e o dendê 98,27%, o que significa que a produção nacional de dendê é quase toda registrada em solo paraense. O calendário agrícola do IBGE toma por base o ano de 2022.

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O presidente da Comissão, deputado Carlos Bordalo garantiu que “todas as sugestões apresentadas serão estudadas pelos deputados , o que for urgente e possível em termos de legislação, terão proposições apresnetadasem plenário nas próximas sessões”, concluiu.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) convidou para participar da reunião: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Defensoria Pública do Estado e da União, Ministério Público Estadual e Federal e Comissão de Meio Ambiente da Ordem do Advogados do Brasil Seção Pará (OAB-PA).

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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