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Alepa vai avaliar proposta de agendamento telefônico para consultas de pacientes idosos

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Pacientes idosos e pessoas com deficiência são objeto de um projeto protocolado pelo deputado Bob Fly na Divisão de Expediente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) na sessão desta terça-feira (18). A matéria propõe o agendamento telefônico desses pacientes para consultas nas unidades de saúde do Estado em que já são cadastrados.

Considera-se idosa a pessoa que comprovar idade igual ou superior a 60 anos na data da consulta. Para receber o atendimento agendado por telefone, o paciente deverá apresentar, na ocasião da consulta, a sua carteira de identidade ou o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). As Unidades de Saúde deverão afixar em local visível a população, material indicativo sobre o conteúdo desta Lei.Deputado Bob Fly

“A expectativa é dar ao idoso e à pessoa com deficiência maior comodidade e dignidade, haja vista que muitas vezes, eles precisam enfrentar chuva e frio para ir à unidade básica e marcar uma consulta. Em outras, ficam esperando por horas até serem atendidos. Se for feito o agendamento por telefone, a pessoa irá à UBS apenas no horário marcado”, justifica o deputado.

Bob Fly afirma, ainda que leis federais e estaduais, entre elas o Estatuto do Idoso, incentivam o Legislativo a criar mecanismo para facilitar a vida dos idosos, ou seja, a legislação atual prevê a prioridade no atendimento da população acima de 60 anos.
“Porém, nenhuma das normas em vigor diz respeito à marcação de consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E nessa linha de pensamento, também podemos inserir as PPNE. Importante ressaltar que à medida que não requer custos adicionais para o município, porque todas as UBS já têm telefone, computadores e funcionários contratados. Só vai agilizar o processo”, conclui o parlamentar.

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O parlamentar também protocolou outros três Projetos de Lei: o primeiro visa a instituição da Carteira Estadual de Artesão; seguido da matéria que propõe a obrigatoriedade das farmácias, drogarias ou estabelecimentos similares manterem estoque suficiente de medicamentos genéricos, em local visível, para atendimento à população; e, por fim, o que dispõe sobre a obrigatoriedade de funcionamento de ambulatório médico em eventos shows ao ar livre.

Empreendedorismo
O deputado Bob Fly descreve, no corpo do projeto, que cabe ao Executivo Estadual o cadastro e inscrição dos artesãos e dos empreendimentos artesanais que produzem e comercializam suas mercadorias em território paraense; e, ainda, a emissão da respectiva Carteira Estadual de Artesão, mediante solicitação.

“O presente projeto tem por objetivo incrementar as ações e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do artesão e do empreendedorismo artesanal no âmbito Estadual. Embora já exista a ‘Carteira Nacional do Artesão’, criada pela Lei Federal n° 13.180/2015, o fomento às políticas municipais em prol dos artesãos terão suas metas e objetivos facilitados mediante a criação de cadastro próprio dos artesãos atuantes no Estado”, disse, Bob Fly, na justificativa do projeto.

O deputado ressalta que, sendo portador da “Carteira Estadual de Artesão”, o interessado poderá, por exemplo, se inscrever em diversos eventos promovidos pelo Governo, como cursos de capacitação, oficinas, seminários, feiras, exposições etc. Além disso, também poderá realizar o mapeamento do setor artesanal na cidade, por meio do cadastro do artesão em sistema próprio e a emissão e renovação periódica das Carteiras de Artesão.

Saúde
Outro projeto apresentado propõe a obrigatoriedade das farmácias, drogarias ou estabelecimentos similares manterem estoques suficientes de medicamento genérico, em local visível, para atendimento à população. Para o deputado, devido aos valores mais acessíveis, esses medicamentos assumem posição de destaque nos meios de atendimento à saúde pública, beneficiando os menos favorecidos.Deputado Bob Fly

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“Os agentes de comercialização de produtos farmacológicos devem prestar a sua colaboração, adquirindo estoque suficiente e disponibilizando-o ao consumidor, para efeito de viabilização da aquisição desses produtos, sendo ao mesmo tempo beneficiados com o aquecimento do comércio”, pontua, na justificativa do projeto, Bob Fly.

O parlamentar protocolou, também, o Projeto de Lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de funcionamento de ambulatório médico móvel em eventos shows ao ar livre e em ambientes fechados, ficando a referida instalação de responsabilidade dos promotores dos eventos. A proposição se aplica a eventos com público superior a três mil pessoas, exigindo a presença de um profissional médico de plantão durante todo o tempo de duração da programação.

O ambulatório médico móvel a que se refere esta Lei, deverá ser equipado de acordo com as exigências da Secretaria Estadual de Saúde e o não cumprimento da presente lei acarretará ao promotor multa no valor de 20 salários mínimos, assim como a impossibilidade de realizar outros eventos similares no município.

“Os shows e eventos que provocam a concentração de milhares de pessoas devem ser realizados com estrutura adequada para atendimento médico, em função da possibilidade de ocorrência de necessidade de atendimento a pessoas. Comumente pessoas são acometidas de algum problema orgânico, quando situadas em ambiente multitudinário, carecendo de imediato socorro médico, cabendo aos promotores de eventos a responsabilidade de assistência, não podendo agir unicamente com vistas no lucro decorrente”, finaliza o deputado.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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