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Alepa debate “Transição Energética – Fontes Renováveis e Produção de Hidrogênio”

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“Transição Energética-Fontes Renováveis e Produção de Hidrogênio” – Este foi o tema de uma Mesa Redonda, realizada na manhã desta segunda-feira (18), na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). O evento proposto pela Câmara dos Deputados, por meio da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio da Câmara dos Deputados, atendeu requerimento do deputado federal Raimundo Santos, integrante da Comissão. O encontro reuniu especialistas para debater o marco regulatório do setor. A Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio da Câmara dos Deputado, criada em maio deste ano, tem o objetivo de acompanhar as iniciativas e medidas adotadas para a transição energética-Fontes renováveis e produção de hidrogênio no Brasil.

Tem também a finalidade de fomentar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em aplicações do hidrogênio sustentável, incentivo ao desenvolvimento de disciplinas em nível de graduação e pós-graduação, além da promoção do intercâmbio entre o setor privado e a academia.

O presidente da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio da Câmara dos Deputados, deputado federal Arnaldo Jardim, do Estado de São Paulo, disse que “o mundo vive um momento desafiador, a de mudar o seu padrão de energia para as fontes renováveis de energia. Diminuir os gases e efeito estufa é uma exigência das mudanças climáticas e, a Câmara dos Deputados está atenta a este tema.Deputado Federal Arnaldo Jardim.

O foco da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio é discutir a transição energética, estabelecer normas”. O parlamentar ainda destacou que “para que o nosso trabalho ocorra, precisamos ouvir a sociedade, o setor produtivo, dar atenção às pesquisas, às experiências que acontecem no Brasil e no mundo. Esse é o setor que mais vai criar oportunidade de trabalho e renda. Mas é bom que se diga que, temos todo o esforço de inovação tecnológica. O Brasil, a Amazônia é uma oportunidade de produzir ações de sustentabilidade”.

Segundo o deputado federal RDeputado Federal Raimundo Santosaimundo Santos, um dos titulares da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio da Câmara dos Deputados, o debate mostra quem tem compromisso como o Brasil. “Esta mesa-redonda discute os assuntos que são importantes para o país. Temos compromisso com o Brasil que passa por uma situação difícil de superaquecimento a cada dia. A transição energética é a salvaguarda do planeta. A Comissão tem levado o assunto a diversas localidades do Brasil, e o Pará não poderia ficar de fora. O Pará que é o que mais contribui com o sistema interligado de energia limpa e hidroelétrica não poderia ficar de fora de um debate como este. Nossa biodiversidade é a mais rica do Brasil. Meus agradecimentos ao presidente desta Casa de Leis, deputado Chicão pela colaboração ao nosso trabalho”.Conselheiro Fernando de Castro Ribeiro TCE.

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Fernando de Castro Ribeiro, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA), disse que “o Pará tem posição primordial no que se refere a transição energética. Temos a possibilidade de ter uma energia limpa através da captação de energia solar, da energia eólica, ou mesmo da energia hidráulica. O Pará tem que está inserido em qualquer projeto de produção dessa nova fonte de energia.  

Representante da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), professor Otávio Chase ressaltou que grandes projetos direcionados ao tema devem originar da Alepa. “É importante que projetos que demonstram os anseios da comunidade possam sair daqui. Propostas que venham se tornar realidade. As comunidades ribeirinhas necessitam de energia elétrica para que sejam capazes de produzir seus alimentos”, disse. Ainda, segundo ele “Belém possui várias ilhas e parte delas não tem acesso a rede elétrica comum devido sua complexidade. Existem ilhas com seus próprios geradores de energia solar com banco de baterias ou uma usina de hidrogênio. Temos a tecnologia, precisamos de programas governamentais, é indispensável empoderar as comunidades”, defende.Diretora Betânia Fidalgo.

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Betânia Fidalgo, diretora da Escola Superior da Assembleia Legislativa do Pará (Eslepa), disse que ao se debater transição energética é impossível não se pensar na discussão de transição energética no Brasil pela Amazônia. “Esse é um tema que deve ser debatido como o Pará, com os estados Amazônicos. É fundamental a presença do Pará em discussões como esta. Temos que cuidar da nossa região que é importantíssima para o Brasil e paro o mundo. As falas dos nossos convidados são relevantes e contribuem para a transição energética, para as fontes renováveis”, pontua ela.

A programação na capital paraense faz parte do Plano de Trabalho da Comissão Especial para Estudo, Avaliação e Acompanhamento das Iniciativas e Medidas adotadas para Transição Energética. Originalmente, foram previstas quinze audiências públicas com a participação de representantes de governo, universidades, centros de pesquisas e entidades do setor produtivo. Até o momento, a Comissão já realizou oito audiências públicas, duas mesas redondas, uma delas na cidade de São Paulo e outra na cidade de Salvador, além de diversas reuniões técnicas. Todas permitiram a coleta de contribuições da sociedade civil, especialistas e representantes do setor energético, consideradas essenciais para o trabalho da Comissão e o aprimoramento das políticas públicas.

O encontro contou com a participação de Jorge Luiz de Abreu Ó de Almeida Filho, general de brigada e diretor de patrimônio mobiliário e meio ambiente do Exército Brasileiro; professara Ivana Ramos, da prefeitura do município de Barcarena; Jesus Nazareno M. De Sena, Superintendente federal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado do Pará; Daniel de Oliveira Sobrinho, representante da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa); Walkymário de Paulo Lemos, chefe geral da Embrapa Amazônia Oriental e Sebastião de Oliveira Campos, presidente do Sistema Fecomércio PA/Sesc/Senac.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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