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Alepa celebra os 203 anos da Associação Comercial do Pará e destaca atuação para o setor

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A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), prestou homenagem ao aniversário de 203 anos de fundação da Associação Comercial do Pará (ACP), a segunda mais antiga do Brasil, em Sessão Especial nesta quarta-feira (20.04), atendendo solicitação do deputado estadual Fábio Freitas, líder do Republicanos.

Nesse período, a ACP participou de fatos importantes na história do país e do estado. Contribuiu na elaboração da Constituição de 1988, juntamente com a bancada de parlamentares paraenses.

Propositor da homenagem, o deputado Fábio Freitas é presidente das Comissões de Prevenção às Drogas e de Modernização Tributária no Poder Legislativo, destacou a importância da ACP para o desenvolvimento do estado.

“É importante valorizarmos a ACP, a sua história e a contribuição para o desenvolvimento do nosso estado durante mais de dois séculos de atividades e na geração de emprego e renda. Não é fácil se manter em período longo como é o caso da Associação Comercial do Pará. Nós temos a ACP como parceira, juntos discutimos propostas para desburocratizar o sistema público e melhorar o trâmite dos processos”, ressaltou.

Fábio Freitas também parabenizou a eleição de Elizabete Grunvald, primeira mulher a assumir o mais alto cargo da instituição para o biênio de 2022-2024.

“Muito feliz em ver uma mulher na presidência, pois a mulher tem plena capacidade com habilidades e talentos que se distinguem dos homens. Desejo sucesso à nova diretoria e o nosso mandato está à disposição”, completou Fábio Freitas.  

O parlamentar é autor da Lei Estadual nº 8.949/2019, que institui o Dia da Mulher Empreendedora, a ser comemorado anualmente no dia 19 de novembro.

Em seu discurso, a presidente Elizabete Grunvald, eleita por aclamação no último dia 21 de março, ressaltou a alegria de estar à frente da instituição e os desafios futuros.

“Assumir a presidência da ACP é uma honra, é um grande desafio também, porque uma entidade com protagonismo histórico que a Associação Comercial tem, reforça o nosso compromisso em melhorar o ambiente de negócios e difundir o empreendedorismo e discutir o que atravanca o desenvolvimento. Defendemos as reformas estruturantes, especialmente administrativa e tributária que o Brasil precisa para gerar um ambiente favorável e a recuperação da competitividade afetada de forma devastadora pelo alto custo Brasil”, afirmou.  

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A presidente complementou apontando que os reflexos da crise provocados pela pandemia e pela guerra entre Rússia e Ucrânia têm impactado diretamente o setor produtivo que é o grande protagonista da geração de emprego e renda, sustentáculo do desenvolvimento econômico. Portanto, pediu apoio à Casa de Leis para discutirem ações que venham contribuir com o desenvolvimento do segmento.

“Não há como suportar o peso de um sistema complexo e oneroso para se desenvolver a atividade produtiva e essa Casa é uma aliada importante para viabilização dessas questões e de Políticas Públicas para melhores caminhos”, reivindicou Elizabete.

Nesse contexto, o primeiro vice-presidente Isan Anijar, relatou a realidade das empresas e solicitou apoio dos parlamentares.    

“Parabenizo a iniciativa da Alepa em homenagear a classe produtiva. A gente precisa da união dos parlamentares para fazer acontecer nas questões que estamos pleiteando. Atualmente, a margem de lucro das empresas é de no máximo 5% e por isso precisamos do apoio político para nos ajudar. Com essa parceria, a classe empresarial tem muito a crescer para fomentar a geração de emprego e renda”, pontuou.   

Durante a cerimônia, houve homenagens com entrega de certificados de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à sociedade paraense.


Realidade

De acordo com os indicadores das entidades empresariais, no Pará  71% das micro e pequenas empresas ainda se encontram com faturamento em média 35% abaixo da pré-pandemia. Desse total, 70% estão endividadas segundo os dados do Sebrae Nacional.

Atuação

Por meio da Comissão de Modernização Tributária, o Parlamento Paraense vem ampliando o debate com entidades empresariais, com o objetivo de ouvir reivindicações do setor e apresentar propostas de estímulo fiscal ao Poder Executivo, para contribuir na modernização e incentivos de negócios, principalmente diante da crise provocada pela pandemia.

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Por fim, Fábio Freitas destacou alguns resultados dos trabalhos realizados pela comissão.

“Recebemos várias reivindicações, que incluem, por exemplo, infraestrutura nas estradas. Nesse sentido, levamos as propostas para o governador Helder Barbalho e as PA 257, PA 252 já receberam a pavimentação. O pagamento e os descontos do Refis é outra questão atendida pelo governo estadual. A Guia de Transporte Animal (GTA), que antes demorava até uma semana para liberar, hoje isso é feito em menos de 24 horas”, esclareceu.     

Todas as sugestões apresentadas pelo setor produtivo estão incluídas no relatório final com mais de 100 páginas.

Durante o evento, o parlamentar anunciou que vai disponibilizar uma emenda de R$ 200 mil para apoiar os trabalhos da Pará Negócios, feira empresarial, que retomará às atividades em novembro, após dois anos sem realizar programação.   

A solenidade contou com a presença de políticos, membros da diretoria executiva, representantes de entidades, como o Conselho de Jovens (Conjove), Conselho da Mulher Empresária (CME), Câmaras Setoriais, Sebrae, Senar, Associação Paraense de Supermercados (Aspas), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (Faciapa), Federação das Associações de Micro e Pequenos Empresas (Fampep), além do deputado delegado Caveira e vereador de Belém, Augusto Santos.

ACP

A ACP, fundada em 1919, é a segunda entidade empresarial mais antiga do país. Surgiu como Praça do Commercio do Pará, dois anos após a Praça do Commercio da Bahia.

Em 1961, a instituição participou, em parceria com o Governo do Estado, da criação do banco que hoje é conhecido como Banco do Estado do Pará, o Banpará. Também a criação do Banco da Amazônia, o antigo Banco da Borracha, contou com a colaboração da ACP junto ao Governo Federal.

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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