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OAB Nacional, Comissão de Saneamento e associações do setor debatem marco regulatório

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O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, recebeu, nesta terça-feira (14/2), um grupo de especialistas da área do saneamento básico, incluindo dirigentes de associações e de empresas do setor e a presidente da Comissão Especial de Saneamento, Ariana Garcia. Eles debateram o Marco Legal do Saneamento e as repercussões regulatórias da alteração legislativa. A ideia é costurar uma série de ações com o Conselho Federal para colaborar com a melhoria do serviço no país. 

Os dirigentes apontaram que, apesar de a mudança na legislação ter promovido avanços no setor, faltou tempo de maturação para uma transição dos modelos de contrato. Ainda, ao mesmo tempo ficaram lacunas que precisam ser corrigidas, a fim de que as políticas de implementação do saneamento básico sejam universalizadas.

“Há uma perspectiva de democratizar o debate. E tenho certeza que esta será a primeira de muitas reuniões. A pauta persegue o Brasil há muitos anos. Há uma possibilidade de que a iniciativa privada se sente com a gente também para discutir a temática. E nesse processo podemos ver em que a Ordem poderá contribuir com a pauta no Congresso e mesmo no Executivo”, disse Simonetti.

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Para o presidente do Conselho Federal, a pauta é de grande apelo popular, por repercutir diretamente no dia a dia da população. Ele, portanto, pediu à Comissão de Saneamento que produza estudos e propostas que possam embasar os próximos encontros. Dessa forma, será possível ampliar o debate e levá-lo ao Conselho Pleno da entidade. “É um bom início, para selar a união e mostrar que temos interesse em enfrentar a pauta.”

Estiveram presentes, ainda, Sérgio Gonçalves, secretário executivo da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe); Armando do Vale, presidente da Cosama (AM) e integrante do Conselho Fiscal da Aesbe; Antonio Junior, assessor jurídico da Aesbe; e Luiz Cavalcante Neto, presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). 

Ariana Garcia ressaltou que 80% dos serviços ainda são realizados por empresas estatais. E que as regiões Norte e Nordeste são as mais sensíveis em relação a saneamento. “Saneamento é sobre o acesso de todas as pessoas a água e saneamento. Há as questões da drenagem e resíduos sólidos de que pouco se fala e são muito deficitárias também. Não que outras regiões não tenham o que fazer. Mas Norte e Nordeste são emblemáticas”, pontuou a presidente da Comissão.

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Segundo ela, quando o objetivo é universalização dos serviços, setor privado e público têm de trabalhar juntos. “O novo Marco, no entanto, rompeu com a forma de contrato existente desde a década de 1970 de forma muito abrupta. E vieram as privatizações das estatais, que foram além do que o marco pensava. O que a gente vem aqui hoje falar é que a gente se reconcilie, respeitando os direitos adquiridos e ampliando o debate. Saneamento é saúde, cidadania e interesse de todos nós”, afirmou. 

O secretário executivo da Aesbe, Sérgio Gonçalves, reforçou a ideia de voltar a dar peso à discussão e o convite à OAB. “Que nós tenhamos um debate entre os atores envolvidos, e com a OAB, que tem uma história republicana e democrática. Não se trata de uma disputa entre setores. Há uma necessidade de unir municípios, estados e setor privado. Nenhum ente vai fazer esse trabalho sozinho. Há nuances envolvidas, como as regiões em que não há viabilidade ou atratividade econômica”, ressaltou.

Fonte: OAB Nacional

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JURÍDICO

Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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