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“Seremos incansáveis em nossas atuações”, afirma procurador nacional de defesa das prerrogativas

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O procurador nacional de Defesa das Prerrogativas, Alex Sarkis, exerce função fundamental para a advocacia. Conselheiro Federal reeleito por Rondônia, Sarkis também foi reconduzido à Procuradoria, cargo que também exerceu no no último triênio. “A defesa das prerrogativas será, obsessivamente, objeto de nossos esforços”, diz Sarkis.

Ele destaca que foram muitas as conquistas recentes, como o Supersimples, a Lei de Abuso de Autoridade que criminaliza a violação das prerrogativas, as férias da advocacia e a contagem de prazos em dias úteis. “A OAB defende as prerrogativas da advocacia porque é a partir do advogado e da advogada que o cidadão garante o seu acesso à Justiça. A defesa das prerrogativas beneficia a sociedade como um todo”, defende Sarkis.

O procurador nacional de Defesa das Prerrogativas diz que o trabalho permanecerá na nova gestão. A primeira conquista já foi emblemática, com o STJ estabelecendo que o Código de Processo Civil (CPC) deve ser aplicado ao cálculo dos honorários advocatícios. “Essa decisão inaugura uma nova era e coroa a luta histórica da OAB em defesa dos honorários”, celebra Alex Sarkis.

Confira abaixo a íntegra da entrevista de Alex Sarkis ao CFOAB

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CFOAB – O que representou a vitória da advocacia no STJ no caso dos honorários?
Alex Sarkis – Um alívio após uma histórica luta da OAB e da advocacia pela efetividade da fixação digna dos honorários nos exatos termos balizados pelo Novo Código de Processo Civil. É uma nova era, que coroa toda a luta histórica da Ordem em defesa dos honorários. O entendido da Corte Especial devolve aos advogados a dignidade de receber como honorários de sucumbência aquilo que o CPC corrigiu de um modelo antigo.

CFOAB – Qual será o foco de atuação da Procuradoria de Defesa das Prerrogativas na atual gestão?
Alex Sarkis – A defesa das prerrogativas será obsessivamente objeto de nossos esforços. A Procuradoria Nacional atua de forma incansável na defesa da Lei 8.906/94 e agora, liderados pelo presidente Beto Simonetti e toda a sua diretoria, nos fortalecemos nessa luta. Jamais nos esqueceremos que as prerrogativas são indispensáveis para que os advogados possam exercer de forma condigna seu múnus público e seremos incansáveis em nossas atuações.

CFOAB – Como se dará a atuação da Ordem no fortalecimento da Lei de Abuso de Autoridade?
Alex Sarkis – A Ordem, cumprindo seu papel constitucional, foi fundamental na aprovação da nova lei de abuso. A democracia clamava por novas balizas e a lei trouxe uma série de inovações ao sistema jurídico nacional. A Ordem, tanto o Conselho Federal, quanto suas Seccionais, estão e estarão vigilantes no cumprimento da lei e no recebimento de denúncias contrárias à lei. De igual forma, estamos ampliando os canais de acesso da advocacia ao Conselho Federal e tomando inúmeras iniciativas para o permanente aperfeiçoamento do nosso sistema de prerrogativas.

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CFOAB – Recentemente, estamos percebendo muitos casos de violação das prerrogativas no atendimento virtual. Como a procuradoria atuará nesses casos? É uma preocupação?
Alex Sarkis – A forma como se dá a violação das prerrogativas é, ao meu sentir, indiferente. Seja virtual ou presencial. Seja qual for a forma, a preocupação é a mesma e a intensidade do enfrentamento idêntico. Não permitiremos nenhuma prerrogativa a menos, especialmente ante a justificativa da utilização dos meios virtuais. A tecnologia deve surgir para ampliar os acessos, para facilitar o acesso à justiça. Jamais para afastar o Poder Judiciário e demais instituições da advocacia e do cidadão.

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Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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