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ESA Nacional abre série de aulas da pós-graduação em Advocacia Cível

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A Escola Superior de Advocacia (ESA Nacional) promoveu, nesta quinta-feira (5/5), a primeira aula aberta de maio da pós-graduação em Advocacia Cível, com transmissão ao vivo no canal da ESA no YouTube. O palestrante foi o pós-doutor Fredie Didier Júnior, que abordou o tema “Fontes das normas processuais”. O diretor-geral da ESA Nacional, Ronnie Preuss Duarte, é um dos idealizadores do curso e responsáveis pela organização e divulgação das aulas, um projeto que tem por objetivo oferecer qualificação de alto nível para a advocacia brasileira.

O palestrante Didier Júnior possui graduação em direito pela Universidade Federal da Bahia (1998), mestrado em direito pela Universidade Federal da Bahia (2002), doutorado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005), pós-doutorado na Universidade de Lisboa (2009) e livre-docência na Universidade de São Paulo (2012). É membro da Academia de Letras da Bahia e do Instituto Ibero-americano de Direito Processual. Sócio do escritório Didier Sodré e Rosa Advocacia e Consultoria, ele também é professor titular da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia.

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Fredie Didier Júnior teve ainda papel fundamental durante a tramitação do novo Código de Processo Civil (CPC), atuando como consultor dos parlamentares que discutiram e votaram o texto da nova lei no Congresso Nacional. Durante o evento, ele abordou a importância das fontes do direito processual. “Embora essa seja uma pergunta básica, ela é mal investigada. Pouquíssima gente se debruça sobre o tema e ainda costuma minimizar, dizendo que direito processual é exclusividade da Constituição Federal ou de Lei Federal, que basta estudar as normas processuais constitucionais ou normas processuais de legislação federal. Essa conclusão me parece um erro e a ideia dessa palestra é apresentar as razões pelas quais isso é um erro e o que vocês, que pretendem estudar essa área, devem fazer”, afirmou.

A mediação da aula aberta foi feita pelo advogado Marco Aurélio Peixoto. Ele ressaltou que o conhecimento levantado pelo professor Didier vem sendo analisado em estudos de pós-graduação sobre o tema. “A sua exposição cai como uma luva, num exemplo da minha pesquisa, tenho estudado a possibilidade de enquadrarmos os pareceres normativos e as súmulas administrativas, que são editadas pelos órgãos da administração pública, de maneira geral, como fontes de direito processual. No passado, os pareceres normativos eram simplesmente repetição dos precedentes judiciais, mas hoje, já temos súmulas e pareceres que são editados não diretamente relacionados a precedentes judiciais, mas relacionados a convencimentos firmados dentro do próprio ser administrativo”, avaliou.

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Aula Aberta

Até o fim do mês, serão realizadas outras duas aulas abertas da pós-graduação em advocacia cível da ESA Nacional. Além da palestra ministrada por Didier Júnior, as outras duas lives gratuitas serão “Repercussão geral da questão constitucional e os recursos repetitivos nos tribunais superiores”, com Alexandre Freire, no dia 10/5; e “Novas configurações da Apelação e do Agravo de Instrumento”, com Flávio Cheim Jorge, em 19/5. Todos os encontros serão transmitidos ao vivo, com início às 19h.

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JURÍDICO

Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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