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Janeiro roxo: combate à hanseníase e ao preconceito

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Medicamentos para tratamento da hanseníase multibacilar podem levar à cura da doença/Além de branco, janeiro é associado à cor roxa como alerta para mais uma importante luta, marcada sempre no último domingo do mês, quando é lembrado o Dia Nacional e Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase. A data foi instituída pela Lei nº 12.135/2009, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade e das autoridades sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença, que ainda hoje é uma preocupação do sistema público de saúde.

A campanha Janeiro Roxo ocorre desde 2016 e visa a diminuição do preconceito tatuado no nome “Hanseníase”. Vale ressaltar que a doença não é transmissível pelo toque, abraço ou beijo e a desmitificação da doença é fundamental para ampliação do acesso ao tratamento, que é gratuito e leva à cura. O tratamento pode ser feito de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A campanha consta no calendário do Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) está caminhando no mesmo ritmo do governo federal desde o início do mês, com capacitação e sensibilização online para todas as regionais de saúde e municípios do Estado. Neste domingo (28), tem atendimento gratuito na Praça da República.

Agenda é pauta Alepa
Na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), essa é uma pauta constante, sendo levada à sério pela Comissão de Saúde da Casa, que já realizou várias audiências públicas para debater o tema. O Pará é considerado um Estado hiperendêmico para a hanseníase. Dos 144 municípios, 123 tem registro da doença (dados de 2019). Em 2023, houve a notificação de 1.349 casos novos, sendo que 92 deles eram casos em menores de 15 anos (dados da Sespa).

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Muitos parlamentares vêm trabalhando em projetos que deem visibilidade à luta contra o preconceito, que é secular, desde quando a doença ainda era conhecida popularmente com o nome de lepra. Atualmente, está em andamento o Projeto de Lei do Executivo nº 04/2009, que dispõe sobre a regulamentação do art. 318 da Constituição do Estado do Pará e revoga a Lei Complementar nº 05 de 24 de janeiro de 1991, que visa conceder auxilio mensal ao portador da doença que comprove incapacidade financeira. O projeto deve entrar em pauta este ano.

Diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas.Enfrentamento
O enfrentamento à hanseníase é um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e o diagnóstico precoce é fundamental para a redução da transmissão e do risco de desenvolvimento de incapacidades físicas.

O Brasil ainda é responsável por cerca de 90% dos casos novos diagnosticados nas Américas, sendo o segundo país a diagnosticar mais casos no mundo. Por conta disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a elaborar um relatório sobre a doença no Brasil em 2019. A hanseníase é uma das 11 doenças que o Brasil se comprometeu a enfrentar até 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Em 2010, a Assembleia Geral da ONU e o Conselho de Direitos Humanos adotaram os Princípios e Diretrizes para a eliminação da discriminação contra as pessoas afetadas pela hanseníase e seus familiares. Muitos dos Princípios e Diretrizes refletem os direitos consagrados na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD).

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Para contribuir com o diagnóstico precoce da doença, em 2022 foram incluídos ao SUS três novos testes de apoio ao diagnóstico e um para detecção de resistência da doença. 

Como ocorre a contaminação?
A transmissão da hanseníase ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante e sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior e infecta as demais pessoas do ambiente que estejam suscetíveis à doença. A contaminação ocorre pelo Mycobacterium leprae e, por atingir os nervos, uma das primeiras sequelas é a perda de sensibilidade da pele. Em muitos casos também há perda ou comprometimento severo dos movimentos que, em casos mais graves, pode levar à amputação.

Sintomas da Doença, o que fazer?
Os sintomas iniciais são manchas ou nódulos claros ou escuros na pele, resultando em lesões na pele e perda de sensibilidade na área afetada. Outros sintomas incluem fraqueza muscular e sensação de formigamento nas mãos e nos pés. Quando os casos não são tratados no início dos sinais e sintomas, a doença pode causar sequelas progressivas e permanentes, incluindo deformidades e mutilações, redução da mobilidade dos membros e até cegueira. A qualquer sinal da doença procure um posto médico próximo, UPA ou hospital particular. 

Tratamento
O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia. O esquema terapêutico deve ser usado por um período que pode durar até 12 meses

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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