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Senado fará sessões especiais pelo Dia do Trabalhador e outras datas comemorativas

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) uma série de requerimentos para a promoção de sessões especiais. Um deles é para celebrar o Dia do Trabalhador. O requerimento para a homenagem (RQS 45/2025) é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), apoiado por outros senadores.

Paim afirma que o 1º de Maio, conhecido internacionalmente como o Dia do Trabalhador, é comemorado em diversos países. Segundo o senador, a data é simbólica porque, além de ter como objetivo rememorar os avanços já obtidos pela classe trabalhadora, é um dia de luta e reivindicação por melhores condições de trabalho e pela dignidade humana no ambiente laboral.

O Plenário também aprovou uma sessão especial para comemorar o Dia da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), celebrado anualmente no dia 13 de maio. O requerimento para a homenagem (RQS 991/2024) foi apresentado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF).

Em seu requerimento, Izalci informa que, em 13 de maio de 1809, o imperador Dom João VI criou a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia do Rio de Janeiro, primeiro núcleo da Polícia Militar do Distrito Federal, que tinha a missão de guardar e vigiar a cidade do Rio. Com a criação da nova capital federal em 1960, acrescenta o senador, a Polícia Militar do Distrito Federal foi transferida para Brasília.

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As datas das sessões ainda serão agendadas pela Secretaria-Geral da Mesa.

Veja, abaixo, outras homenagens aprovadas no Plenário nesta quarta:

  • Dia Nacional do Líder Comunitário – Requerimento 996/2024, apresentado por Izalci Lucas
  • Dia do Médico – Requerimentos 1.006/2024 e RQS 29/2025, apresentados por Izalci Lucas e Dr. Hiran (PP-RR)
  • Dia do Oftalmologista – Requerimento 27/2025, apresentado por Dr. Hiran
  • Dia da Promulgação da Constituição – Requerimento 40/2025, apresentado por Paulo Paim
  • Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – Requerimento 41/2025, de Paulo Paim
  • Dia Nacional do Idoso – Requerimento 42/2025, de Paulo Paim
  • Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra – Requerimento 43/2025, de Paulo Paim
  • Dia Internacional dos Direitos Humanos – Requerimento 44/2025, de Paulo Paim
  • 35 anos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – Requerimento 46/2025, de Paulo Paim

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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