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POLITÍCA NACIONAL

Comissão externa sobre investigação de acidente da Voepass ouve investigadores e familiar de vítima

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A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações do acidente com o avião da Voepass ouve nesta terça-feira (8), investigadores e mãe de vítima do acidente. Em 9 de agosto, a aeronave da empresa que partiu de Cascavel (PR) com destino a São Paulo caiu em Vinhedo, próximo à capital paulista, matando 62 pessoas.

O debate atende a pedido do deputado Bruno Ganem (Podemos-SP), e será realizado a partir das 15 horas, no plenário 3.

Bruno Ganem quer ouvir o diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, Carlos Eduardo Palhares Machado, sobre aspectos técnicos e forenses relacionados ao acidente. “O depoimento fornecerá uma atualização oficial sobre o progresso da investigação”, argumenta.

Além disso, o parlamentar espera a participação do chefe do Serviço de Segurança Aeroportuária da Polícia Federal, o delegado Caio Bortone Ramos Ribeiro, para esclarecimentos sobre como as políticas de segurança são implementadas nos aeroportos e se houve alguma falha ou lacuna nessas políticas que possa ter contribuído para o acidente.

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Por fim, foi convidada Maria de Fátima Albuquerque, mãe da vítima Arianne Estevam Risso, para falar sobre o impacto do acidente nas famílias das vítimas. “Ouvir diretamente as experiências e preocupações de um familiar das vítimas ajuda a humanizar o processo de investigação, lembrando a todos os envolvidos da importância de tratar o caso com a sensibilidade e a seriedade que ele merece”, avalia.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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