BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Relator setorial de defesa do Orçamento de 2025 solicita revisão de cancelamentos feitos no relatório preliminar

Published

on

O relator setorial da área de defesa do Orçamento de 2025 (PLN 26/24), deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), pediu ao relator-geral, senador Angelo Coronel (PSD-BA), que reveja os cancelamentos feitos no orçamento da área.

É que o setor recebeu R$ 275 milhões em emendas acolhidas, mas teve um cancelamento inicial de R$ 133,7 milhões. No relatório preliminar do Orçamento, houve um cancelamento total de R$ 2,2 bilhões para que os 16 relatores setoriais pudessem analisar novas demandas.

“Considerando o baixo volume de recursos que esta relatoria recebeu, entendemos necessário alertar para a importância de que seja realizada a recomposição dos cancelamentos ocorridos na programacão do Ministério da Defesa”, justificou o deputado.

No total, o Orçamento da defesa é de R$ 13,5 bilhões – um aumento de 5,7% em relação à proposta de 2024. A execução das dotações têm sido superior a 95% desde 2022.

Na proposta, há um acréscimo de R$ 2,89 bilhões na despesa com pessoal e de R$ 3,38 bilhões para despesas correntes. Mas há uma redução de R$ 169,0 milhões nos investimentos.

Leia Também:  CE aprova Anísio Teixeira como patrono da escola pública brasileira

O relator recebeu 330 emendas, sendo 311 individuais, que têm recursos reservados. Para as emendas coletivas, o recurso repassado foi de R$ 48 milhões.

Os relatórios setoriais estão sendo votados pela Comissão Mista de Orçamento.

Reportagem: Silvia Mugnatto

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Projeto de refinanciamento de dívidas dos estados volta ao Senado

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA