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POLITÍCA NACIONAL

Relator da subcomissão sobre enchentes no RS acredita que recuperação total pode levar dois anos

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O relator da subcomissão da Câmara que acompanhou as ações de recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes, deputado Tadeu Veneri (PT-PR), acredita que podem ser necessários mais dois anos para que a situação se normalize. O deputado informou que os prejuízos são estimados em R$ 89 bilhões e que o governo federal e o Congresso aprovaram créditos para o estado de mais de R$ 50 bilhões até agora. O relatório da subcomissão foi aprovado no final de novembro.

Tadeu Veneri disse que o processo de recuperação tem um ritmo próprio porque não adianta alocar recursos sem planejamento. “Não adianta colocar, para recuperar uma rodovia, 40 máquinas simultaneamente, porque elas não têm nem como operar”, afirmou.

O deputado também citou a dificuldade de recuperação de pastagens e terras direcionadas à agricultura caso as chuvas voltem a se tornar um problema. Ele lembrou que o setor leiteiro, por exemplo, já vinha sofrendo uma crise que acabou se agravando.

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Prevenção
Como recomendações do seu relatório, Tadeu Veneri citou a prevenção. “A melhor solução para que nós não tenhamos isso agora, enquanto não estamos com chuvas intensas ainda, não chegamos no período das chuvas, é fazer as prevenções. Nós tivemos um problema em Porto Alegre porque as bombas não estavam funcionando, porque não havia macrodrenagem, não tinha sido feita.”

Criada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, a subcomissão concluiu os trabalhos com a presença do presidente, deputado Dr. Frederico (PRD-MG). O relatório final destaca que a subcomissão procurou exercer suas funções com atividades de monitoramento e de levantamento de informações junto à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Defensoria Pública.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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