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Projeto na CAE assegura recursos para combate a violência contra crianças

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pode votar na terça-feira (26) o projeto de lei (PL) 1.657/2023, que destina pelo menos 5% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para ações de enfrentamento da violência contra crianças. A reunião, marcada para as 10h, tem oito itens na pauta (veja aqui).

O PL 1.657/2023 foi proposto pelo senador Jorge Seif (PL-SC) e recebeu relatório favorável do senador Jaime Bagattoli (PL-RO). Além do repasse de recursos do FNSP, o texto estabelece que o dinheiro das multas de trânsito poderia ser usado para contratação de policiais civis aposentados e policiais militares da reserva. Eles ficariam responsáveis por ações de segurança pública no ambiente escolar.

Outro item na pauta é o PL 5.703/2023, que proíbe a exclusão de cobertura a doenças e lesões preexistentes no caso de recém-nascido inscrito em planos de saúde. O projeto, da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), tem relatório favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE). 

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Os senadores podem votar ainda o PL 537/2019, que cria o Estatuto Profissional dos Trabalhadores Celetistas em Cooperativas. O texto, da Câmara dos Deputados, assegura aos cooperados direitos como jornada de trabalho, representação sindical e piso salarial.

A matéria já foi aprovada pela CAE, com relatório favorável do senador Fernando Dueire (MDB-PE). Na reunião de terça-feira, os parlamentares devem apreciar duas emendas de Plenário apresentadas ao texto.

A primeira emenda inclui a previsão explícita de que os cooperados teriam os mesmos direitos assegurados a trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A segunda sugere a supressão de um dispositivo que prevê a livre associação profissional ou sindical do trabalhador celetista em cooperativas. Dueire defende a rejeição das emendas.

Outro item na pauta é o PL 2.670/2022, que trata das bolsas de estudo de graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão. Segundo a proposição da Câmara dos Deputados, as bolsas não devem ser consideradas remuneração salarial ou rendimento de trabalho, para fins da seguridade social. O reator, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), é favorável ao projeto.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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