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POLITÍCA NACIONAL

CCDD debate restrições à divulgação de crimes em escolas

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A Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) debaterá nesta segunda-feira (21), às 10h, possíveis regras para divulgação de notícias sobre crimes violentos em escolas. Representante da Meta — responsável por redes sociais como Facebook e Instagram — confirmou participação.

As informações da audiência pública devem embasar as discussões do projeto de lei (PL) 2.264/2023, que cria protocolo para esse tipo de cobertura jornalística, como a ocultação de nomes e motivações dos criminosos.

O debate foi requerido (REQ 4/2024) pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) para esclarecer até que ponto a legislação permite responsabilizar quem compartilha conteúdos indesejados. O senador também indaga a possibilidade de redes sociais retirarem por conta própria conteúdos que violem o protocolo. Essa é uma das obrigações criadas pelo projeto de lei analisado, de autoria do senador Marcos do Val (Podemos-ES).

A gerente de Bem-Estar para América Latina da empresa Meta, Taís Niffinegger, já confirmou presença virtual. Também estará o representante da Polícia Federal, Valdemar Latance Neto. As entidades Conselho Digital, Laboratório de Direitos Humanos e Novas Tecnologias (LabSul) e Instituto Nacional de Combate aos Crimes Cibernéticos também já confirmaram participação.

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Os outros convidados são:

  • diretor de Políticas Públicas do Google, Marcelo Lacerda;
  • presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Flávio Lara Resende;
  • presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Márcio Novaes;
  • representante da Câmara Brasileira de Economia Digital, Igor Luna; e
  • representante da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (Safernet), Thiago Tavares.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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