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POLITÍCA NACIONAL

Paim agradece autorização de empréstimos para Porto Alegre

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O senador Paulo Paim (PT-RS) agradeceu, em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (11), a autorização, pelo Senado, de operações de tomada de empréstimos com garantia da União para ajudar na reconstrução de Porto Alegre, atingida pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em maio e junho deste ano. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) encaminhou na terça-feira (10) cinco mensagens que autorizam US$ 450 milhões em operações de crédito para a capital gaúcha. Em seguida, as mensagens, transformadas em projetos de resolução do Senado, foram aprovadas em Plenário em regime de urgência.

— Os senhores, que aqui muito bem representam este Plenário, tomaram todas as providências para que, rapidamente, os projetos chegassem à comissão, chegassem à consultoria, fossem relatados, ontem pela manhã, e aprovados, ontem à tarde. Mostraram competência, agilidade e, com certeza, compromisso com o bem-estar social — destacou.

Duas proposições preveem recursos para o Programa de Revitalização da Área Central da capital gaúcha. A MSF 65/2024, relatada pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), dá aval a um empréstimo com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) no valor de 51,8 milhões de euros — o equivalente a US$ 54,4 milhões.

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Já a MSF 66/2024 autoriza uma operação com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) no valor de 77,7 milhões de euros — o equivalente a R$ 490,2 milhões. O relator foi o senador Paim. 

Ao final da fala, o senador estimou melhoras ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que está hospitalizado em São Paulo. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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