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POLITÍCA NACIONAL

Congresso aprova ajustes no Fundo Partidário e em verbas para aviação civil

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O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (18) o projeto que atualiza regras do Fundo Partidário e de financiamento do setor aéreo nas diretrizes orçamentárias de 2024 (PLN 39/2024). A proposta havia sido enviada pelo Poder Executivo, foi aprovada em forma de substitutivo e segue agora para sanção presidencial.

O projeto promove mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano (Lei 14.791, de 2023). Uma das medidas do projeto é adaptar o Fundo Partidário, que financia atividades dos partidos políticos, ao Novo Arcabouço Fiscal, de 2023. Essa mudança não altera o valor já aprovado no Orçamento de 2024 para o Fundo, mas busca deixar a regra mais clara. O Fundo Partidário vinha sendo corrigido pela antiga regra do teto de gastos (Emenda Constitucional 95), que previa o aumento pela inflação acumulada.

Outro ponto incluído no projeto é a destinação de parte dos recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para melhorias no setor aéreo. Ficou definido que 10% dos financiamentos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com dinheiro desse fundo serão usados por empresas aéreas para investir em sistemas que rastreiem bagagens e animais transportados.

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Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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