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POLITÍCA NACIONAL

Oposição defende o fortalecimento das prerrogativas parlamentares em 2025

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Parlamentares de oposição criticaram a gestão atual do governo Lula e as decisões do Supremo Tribunal Federal e defenderam o fortalecimento das prerrogativas dos deputados federais como uma das pautas a serem adotadas por eles em 2025. Eles também criticaram a reforma tributária aprovada pelo Congresso e também os altos índices de inflação no País.

O deputado Zucco (PL-RS), vice-líder da oposição, afirmou que os deputados de oposição estão sendo perseguidos e, em vez de estarem dedicados aos seus projetos e mandatos, estão seno ameaçados. Segundo Zucco, este é o momento histórico mais difícil do Congresso Nacional. Além da defesa das prerrogativas parlamentares, o deputado defendeu o projeto de anistia aos condenados de 8 de janeiro e ao projeto que estabelece o voto impresso nas eleições.

“Queremos falar que em 2025 vamos fortalecer nosso princípios e valores de ‘Deus, pátria família e liberdade’, e vamos mostrar que a maioria dos brasileiros são conservadores, e é isso que se quer dizer quando se fala que supremo é povo”, defendeu.

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O vice-líder Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o STF etá perseguindo os deputados de direita. “Hoje, temos um general de quatro estrelas preso, vai passar o Natal na cadeia, enquanto o sr. Sérgio Cabral [ex-governador do Rio de Janeiro], condenado a 400 anos de cadeia, vai passar o Natal com uma ceia farta. Isso é uma afronta nossa contra o STF? Claro que não, afinal ele tem usurado seu poder”, disse.

O vice-líder Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também criticou a prisão do general Braga Netto e voltou a defender as prerrogativas dos parlamentares. “Eu percebo que existe uma estratégia jurídica que pode ser usada contra nós para acabar com a direita nas próximas eleições”, afirmou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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