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Oito suplentes de senador se elegeram como prefeitos ou vereadores

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Oito suplentes de senadores conquistaram mandatos nas eleições municipais deste domingo (6). Dois se elegeram prefeitos e seis serão vereadores. No total, 16 suplentes da atual legislatura foram candidatos nas eleições: seis disputaram prefeituras e outros dez tentaram assentos em câmaras municipais.

Uma vez eleitos para outros cargos, os suplentes de senadores não precisam deixar a suplência, pois a situação não configura acúmulo de mandatos eletivos. Porém, se forem convocados para assumir o mandato no Senado — no caso de afastamento temporário ou definitivo do titular — eles precisarão escolher entre abrir mão da suplência ou renunciar ao cargo conquistado nas urnas.

Janaína Farias (PT), eleita prefeita de Crateús (CE), é a única dos suplentes vitoriosos que chegou a exercer mandato no Senado. Segunda suplente de Camilo Santana (PT), atual ministro da Educação, ela ocupou o mandato neste ano, do início de abril ao final de julho. Também foi eleito prefeito Pedro Fernandes (União), primeiro suplente da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Deputado federal por cinco mandatos, ele comandará a prefeitura de Arame (MA) a partir do ano que vem.

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Os suplentes que se elegeram vereadores foram:

– Aline Rezende (PP) em Boa Vista (RR): segunda suplente do senador Dr. Hiran (PP-RR);
– Danilo Martins de Oliveira (União) em Guaxupé (MG): segundo suplente do senador Carlos Viana (Podemos-MG);
– Hildinha Menezes (PT) em Campo Formoso (BA): segunda suplente do senador Otto Alencar (PSD-BA);
– Igor Targino (PL) em Macaíba (RN): segundo suplente do senador Rogério Marinho (PL-RN);
– Silvania Barbosa (Solidariedade) em Maceió (AL): segunda suplente do senador Renan Calheiros (MDB-AL);
– Terciliano Gomes (União) em Araguaína (TO): segundo suplente do senador Irajá (PSD-TO).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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