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POLITÍCA NACIONAL

Magno Malta diz que Bolsonaro não cometeu crime e condena decisão do STF

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (26), o senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não cometeu crime e está sendo vítima de perseguição. O parlamentar condenou a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado.

— Hoje o mundo recebe (nada que seja novo para nós) o fechamento de um linchamento que vem há anos, há quase sete anos. Eu sou testemunha ocular dessa tentativa de desmerecer, derreter, linchando, a cada 30 segundos, um homem.

Na avaliação do senador, o objetivo seria tirar Bolsonaro do jogo político.

— Esse fechamento do Supremo, que nós já sabíamos que iria acontecer, é culpa desta Casa. Esta Casa é responsável pela irresponsabilidade em que vive o Supremo Tribunal Federal! Quem está falando aqui é quem tem autoridade moral, porque sabatinei todos os cinco [ministros da 1ª Turma] que lá estavam. E eles são o estelionato jurídico.

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Magno Malta defendeu o ex-presidente, dizendo que ele não cometeu crimes e ainda promoveu benefícios para o país, como a transposição do Rio São Francisco, o Auxílio Emergencial na pandemia, a compra de vacinas contra a covid-19.

— Eu espero que nós aqui, do alto desta tribuna que é a nossa trincheira, cumpramos o nosso papel enquanto senadores da República, para que nós possamos fazer o enfrentamento a essa sanha autoritária que vive o Supremo Tribunal Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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