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POLITÍCA NACIONAL

Morre o ex-deputado Roberto Saturnino Braga

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O ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal Roberto Saturnino Braga morreu nesta quinta-feira (3), aos 93 anos. Ele estava internado com um quadro de pneumonia.

Nascido em 13 de setembro de 1931 no Rio de Janeiro, graduou-se em engenharia pela Universidade do Brasil (atual UFRJ). Entrou para a política em 1963, seguindo a tradição da família (o pai, Francisco Saturnino Braga, foi deputado federal por três mandatos). Roberto Saturnino Braga foi eleito deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, concorrendo pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Com a ditadura e a criação do bipartidarismo, ingressou no MDB e foi eleito senador pelo Rio de 1975 a 1985.

Foi o primeiro prefeito do Rio eleito de forma direta, em 1985, após a redemocratização do Brasil, disputando pelo PDT. Ficou à frente da prefeitura de 1986 a 1989. Durante sua gestão como prefeito, decretou a falência do município em setembro de 1988, após acusar o governo federal de recusar ajuda financeira à cidade. Recentemente estava filiado ao PSB.

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Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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