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POLITÍCA NACIONAL

Moro é eleito vice-presidente da CSP; comissão aprova convite a Lewandowski

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Por aclamação, o senador Sergio Moro (União-PR) foi eleito nesta terça-feira (18) vice-presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP) no biênio 2025-2026. Ao assumir o cargo, Moro salientou que o colegiado terá “trabalho especial” nesta legislatura.

— Haja vista a situação de calamidade em que se encontra [o país] em decorrência da escalada da criminalidade, tanto violenta quanto do crime organizado — avaliou.

Requerimentos

A CSP aprovou requerimento apresentado por Moro de convite ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para esclarecimentos sobre acordos de cooperação técnica (REQ 2/2025 — CSP).

Também foi aprovada a realização de audiência pública, ainda sem data marcada, sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Conhecida como ADPF das Favelas, a ação restringiu as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro no intuito de reduzir a letalidade durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado em comunidades da capital fluminense. Autor do requerimento (REQ 3/2025 — CSP), o presidente do colegiado, senador Flávio Bolsonaro, propôs convidar representantes da segurança pública, do setor logístico e de supermercados. O parlamentar chamou a  atenção para a retomada do julgamento da ADPF 635 em 26 de março, de modo que “torna-se necessário o amplo debate desse assunto tão importante que reflete diretamente na aplicação da política de segurança pública.

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Adiamentos

O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) leu seu relatório favorável ao PL 3.605/2021, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que agrava as penas de crimes praticados contra motoristas públicos e privados. Após pedido de emenda pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), o projeto foi retirado de pauta.

Também faziam parte da pauta da reunião desta terça-feira e tiveram sua votação adiada o PL 5.550/2020, do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que altera o Código Penal para aumentar penas para os crimes de furto, roubo e receptação; o PL 2.775/2022, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), sobre a obrigatoriedade de profissional de segurança nas escolas; o PL 5.664/2023, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que torna obrigatória a disponibilização de exemplar do Estatuto da Advocacia em prédios de órgãos de segurança pública; e requerimento do senador Magno Malta (PL-ES) de inclusão de convidados em audiência pública (REQ 1/2025 — CSP).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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