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Ligue 180: ministra apresenta ação de combate à violência contra mulheres

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A ministra Cida Gonçalves, do Ministério das Mulheres, participa de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quinta-feira (31), a partir das 9h. Ela vai apresentar ao Senado o programa Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada, que estimula o enfrentamento e a denúncia de todo ato de violência contra mulheres e defende o fim do feminicídio no país. 

Esse programa divulga o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, um número de telefone voltado para o recebimento de denúncias de violência. A ligação é gratuita. 

O serviço funciona todos os dias da semana, 24 horas por dia, e por meio dele a população também pode receber orientações sobre leis, direitos das mulheres e a rede de atendimento (como a Casa da Mulher Brasileira, a Delegacia de Atendimento à Mulher – Deam, as defensorias públicas e outros).

O Ministério das Mulheres destaca que o telefonema gratuito ao Ligue 180 pode ser feito de qualquer lugar do Brasil, mas, em casos de emergência, o melhor é acionar a Polícia Militar (190). O Ligue 180 também pode ser acessado no Whatsapp pelo número (61) 9610-0180.

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A audiência pública com a ministra Cida Gonçalves será realizada a pedido do presidente da CDH, o senador Paulo Paim (PT-RS). Ele lembra que a campanha Feminicídio Zero foi lançada no dia 7 de agosto pelo Ministério das Mulheres, marcando o aniversário de 18 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006).

A reunião será realizada na sala 2 da Ala Nilo Coelho.

Recentemente entrou em vigor uma nova lei que pune o feminicídio com até 40 anos de prisão. Outras medidas analisadas no Senado também podem se transformar em leis no futuro.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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