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POLITÍCA NACIONAL

Líder do Solidariedade afirma compromisso com segurança pública e cobra CPI dos planos de saúde

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O líder do Solidariedade, deputado Aureo Ribeiro (RJ), reforçou a segurança pública como pauta prioritária da bancada para 2025. Além disso, o partido, que reúne cinco deputados, defende a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar a atuação de operadoras de planos de saúde.

“É inadmissível uma pessoa que está portando um fuzil ser presa e solta no dia seguinte. Vamos priorizar propostas que permitam aos governadores trabalhar com a Polícia Civil e Militar, em integração com a Polícia Federal, para combater o crime organizado”, defendeu o deputado.

Planos de saúde
Ribeiro também defendeu a instalação de uma CPI para investigar a atuação dos planos de saúde e o trabalho de regulação feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

No ano passado, o Solidariedade protocolou requerimento com assinaturas suficientes para abrir a CPI, mas a comissão não foi instalada por decisão do então presidente Arthur Lira (PP-AL).

“A CPI não foi instalada, e hoje depende de decisão do Supremo Tribunal Federal. Com isso, [a instalação da CPI] a gente vai poder esclarecer melhor a oferta da saúde privada à população brasileira, para ter a garantia de um serviço digno”, explicou.

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Pauta antecipada
Sobre a nova presidência da Casa, o líder do Solidariedade acredita que o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) vai criar oportunidades para as lideranças discutirem melhor as pautas.

“Conhecer a pauta com antecedência vai fazer com que a gente possa discutir e se preparar melhor para os debates”, disse o líder.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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