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POLITÍCA NACIONAL

Kajuru defende o fim da reeleição e renovação da política

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O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), em Plenário nesta terça-feira (8), disse que gostaria de ver a proposta de emenda à Constituição de sua autoria (PEC 12/2022) sendo votada na Casa ainda este ano. O texto propõe o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito, além de aumentar os mandatos no Executivo de quatro para cinco anos, a partir de 2026. O senador acredita que a PEC será aprovada assim que for colocada em votação. 

– Não há dúvida de que a regra da reeleição criada em 1997 é vantajosa para presidente, governadores e prefeitos. A concorrência entre os mandatários e os demais candidatos é desigual. E a derrota dos candidatos à reeleição ocorre em circunstâncias muito particulares — afirmou. 

Kajuru argumentou que as eleições municipais deste ano atestam esse cenário, já que mais 2,4 mil prefeitos foram reeleitos no país. Segundo o senador, é impossível promover a renovação política em um quadro como esse. O parlamentar também ressaltou que a aprovação da proposta diminuiria o gasto público e melhoraria o funcionamento do trabalho no Congresso Nacional, que tem o ritmo reduzido por alguns meses em função de eleições a cada dois anos. 

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– Quando alguém assume a Presidência da República tendo o direito de ficar mais quatro anos, a preferência dele não é por escolher um técnico para um ministério, para uma secretaria, e, sim, um político que tenha votos, já pensando na sua reeleição — finalizou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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