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POLITÍCA NACIONAL

Kajuru culpa Enel por falta de energia em São Paulo

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O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) culpou, em pronunciamento nesta quarta-feira (16), a concessionária de energia elétrica Enel pela falta de energia que atingiu mais de 2 milhões de imóveis em São Paulo e região metropolitana após um temporal na sexta-feira (11). O parlamentar ressaltou que 100 mil imóveis ainda estão sem energia e que essa é a terceira vez, em menos de um ano, que a situação acontece.

— No quadro caótico, aparece como protagonista a empresa corrupta Enel, concessionária de energia que deixou péssimas lembranças em meu estado de Goiás, onde operou até 2022. Aliás, devido ao seu histórico, soa incompreensível que a Enel, empresa de origem italiana, siga operando no país. Além de Goiás, ela é alvo de ações do Ministério Público no Ceará e em cidades do Rio de Janeiro. Vem sendo questionada também no Chile, onde o presidente Gabriel Boric, depois de um apagão há dois meses, determinou que fosse revista a concessão da empresa.

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Kajuru afirmou que a pressão sobre a empresa só aumentou porque o último apagão aconteceu às vésperas do segundo turno da eleição municipal, trazendo à tona as várias falhas cometidas pela empresa. Segundo o senador, a falta de energia deixou as autoridades em situação desconfortável e colocou em dúvida a ação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Diabetes
O senador informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Ministério da Saúde regulamente imediatamente a Lei 13.895, de 2019, que institui a política nacional de prevenção do diabetes e de assistência integral à pessoa diabética. O parlamentar destacou que a lei tem origem em uma proposta de sua autoria.

— A partir de agora, o nosso eficiente e consagrado SUS [Sistema Único de Saúde] vai oferecer os primeiros-socorros aos quase 30 milhões de diabéticos no Brasil e fornecer o principal, que é a insulina. Porque quem tem dificuldades financeiras não consegue comprá-la. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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