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POLITÍCA NACIONAL

Girão aponta desvio em indicação de esposa de ministro ao TCE do Ceará

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (11), criticou a indicação de Onélia Santana, esposa do ex-governador e atual ministro da Educação, Camilo Santana, ao cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O parlamentar questionou suposta articulação política liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que, segundo ele, busca manter o controle sobre o estado. 

— Caso Onélia Santana seja confirmada, vai se tornar a quinta esposa de ministro do Lula a ocupar vaga de conselheira em Tribunal de Contas! Segundo a Transparência Internacional, há um claro desvio no processo de indicação política para o Tribunal de Contas, que se transformou em um espaço para aposentadoria de luxo — disse. 

O senador também criticou parecer da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) favorável a autorizaçãode empréstimo com aval da União no valor de US$ 526 milhões ao governo do Ceará. Segundo Girão, o recurso aumentará a dívida do estado, que já acumula R$ 2,7 bilhões. Ele afirmou que essa medida sobrecarregará as futuras gerações e sustentará projetos de poder, “enquanto problemas como segurança pública e violência continuam sem solução nos estados governados pelo PT.” 

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— Eles estão endividando você, cearense, para os seus filhos, para os seus netos, para os seus trinetos, para os seus tataranetos! Porque são incompetentes para governar! Estão aí famílias sendo expulsas do estado, de suas casas, por facções criminosas, onde o governo é do PT. Segurança pública totalmente desestruturada — argumentou. 

Para o parlamentar, “existe uma inversão de valores no cenário político nacional”. Ele voltou a criticar a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a postura do Senado, que, segundo ele, “não tem agido para enfrentar os abusos que afetam a população brasileira”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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