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POLITÍCA NACIONAL

CRE aprova Sérgio Rodrigues dos Santos como embaixador na Rússia

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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta terça-feira (22) a indicação do diplomata Sérgio Rodrigues dos Santos para o cargo de embaixador do Brasil na Rússia e, cumulativamente, no Uzbequistão. A mensagem (MSF 2/2025) contou com relatório favorável do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), lido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). A indicação agora será analisada pelo Plenário.

Sérgio Rodrigues dos Santos destacou a importância da Rússia no cenário internacional e reforçou a necessidade das boas relações com o país.

— É impossível entender o sistema internacional sem levar em conta o papel desempenhado pela Rússia. Atualmente, há uma reconfiguração da ordem mundial para um cenário de crescente multipolaridade, tendo a Rússia como um dos seus centros de poder. As relações bilaterais foram estabelecidas em 1828. A Rússia é uma parceira de grande relevância para o Brasil, aliada no Brics e G20, de importância estratégica para o Brasil nos campos econômico, comercial e tecnológico — resumiu.

Ao ler o relatório com a indicação do diplomata, Veneziano lembrou que as relações bilaterais com a Rússia se estabeleceram há quase 200 anos, em 1828, e elogiou o indicado.

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— Aqui ficou demonstrado que tem a capacidade de poder estabelecer, institucionalmente, condições para facilitar os nossos acessos [e] àqueles que conduzem as estratégias políticas e econômicas do nosso Executivo […] — observou.

Formação

Formado em Letras pela Universidade Federal do Paraná, Sérgio Rodrigues dos Santos iniciou a carreira na chancelaria em 1995, como terceiro-secretário. Por merecimento, alcançou a condição de ministro de primeira classe em 2022.

Entre as funções desempenhadas como chanceler, atuou como segundo e primeiro-secretário na embaixada do Brasil em Tóquio; bem como ministro-conselheiro da missão permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York; na embaixada do Brasil em Tel Aviv e na delegação permanente do Brasil em Genebra.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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