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POLITÍCA NACIONAL

CPI das Bets deverá ser prorrogada por 45 dias

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou em Plenário nesta terça-feira (29) que fará a leitura do requerimento de prorrogação da CPI das Bets na sessão desta quarta-feira (30). 

— A Mesa buscou um entendimento com o presidente da comissão e com os senadores no colégio de líderes, e a Mesa vai acolher o requerimento de 45 dias — declarou.

A decisão de Davi foi motivada por solicitação da relatora da CPI, Soraya Thronicke (Podemos-MS). Ela lembrou que, sem prorrogação, o colegiado encerra seus trabalhos em 30 de abril, mas em fevereiro as atividades da CPI tinham sido suspendidas por 63 dias.

Prazo

Soraya havia solicitado prazo maior, citando requerimento que prorroga a CPI por 130 dias, com apoio de 29 senadores, e destacado a importância da comissão de inquérito como um “direito da população”.

— Nós estamos lidando com mais de 3 mil bets, que estão proporcionando evasão de divisas, lavagem de dinheiro do crime organizado, bancarrota de famílias — argumentou a relatora da CPI.

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Davi reconheceu a suspensão por 63 dias e as assinaturas apostas ao requerimento de prorrogação por 130 dias, mas então esclareceu que o novo prazo foi acordado com o presidente da comissão e com as lideranças.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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