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POLITÍCA NACIONAL

Comissão da Câmara discute custo da conta de energia

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A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promove nesta quinta-feira (5) audiência pública sobre os aumentos na conta de luz. O debate foi pedido do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), e será realizado no plenário 14, às 9h30.

Leal afirma que o aumento da conta de energia elétrica impacta a qualidade de vida da população e o custo final de produtos e serviços. Por isso, ele quer discutir o que repercute no custo final da conta de luz e o que pode ser feito para que esse valor diminua.

Hugo Leal lembra ainda que há decisões importantes em curso que podem impactar essa conta: as renovação das concessões, novos subsídios para fontes renováveis e a reforma tributária. “Esses fatores também carecem de ampla e constante discussão”, afirma.

Bandeiras
O Brasil adota o sistema de bandeiras tarifárias no setor elétrico, que repassa ao consumidor eventuais aumentos nos custos da geração devido ao acionamento de usinas termelétricas.

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Há quatro possibilidades de bandeiras. A verde não gera acréscimos na conta, já a amarela e a vermelha (1 e 2) representam aumento do quilowatt-hora (kWh) consumido.

A cor da bandeira é definida mensalmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Neste mês, a bandeira será verde. No mês passado, estava amarela.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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