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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova projeto com incentivos para criação de centros de convivência

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que institui a Política Nacional de Convivência Sociocultural, Arte e Economia Solidária (PNCS), com incentivos à criação de espaços e oportunidades para que as pessoas se encontrem e interajam de forma harmoniosa.

Segundo a política, essa convivência deve:

  • valorizar a diversidade cultural, social e individual;
  • promover a expressão artística e cultural;
  • construir laços sociais; e
  • facilitar o acesso a espaços públicos e atividades culturais.

Parcerias
A PNCS será desenvolvida dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) em parcerias com outras áreas governamentais, como cultura, esporte, saúde, educação, direitos humanos, meio ambiente, trabalho e assistência social.

Os serviços desenvolvidos por meio da PNCS serão prestados por equipes multidisciplinares em centros de convivência registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), podendo ser parques, praças, centros esportivos e comunitários, áreas de lazer, entre outros.

Os centros de convivência poderão acessar recursos de fundos públicos e de pesquisa e criar programas de educação permanente, inclusive por meio de parcerias com instituições de ensino, pesquisa e extensão.

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Objetivos
Entre os objetivos gerais da nova política de convivência estão:

  • acolher de forma integral e humanizada todas as pessoas;
  • realizar atividades em agrupamentos heterogêneos; e
  • incentivar o estabelecimento de redes de cuidados, de proteção social e de direitos.

Mudanças no texto original
A relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), optou por um novo texto, em substituição ao Projeto de Lei 2726/22, da deptuada Luiza Erundina (Psol-SP). A relatora fez mudanças de redação, sem alterar a essência da ideia inicial.

“Além disso, o texto ressalta a importância da participação de todas as esferas do governo para garantir o sucesso da política e promover o convívio social nos centros de convivência”, destacou a relatora.

A autora do projeto, deputada Luiza Erundina, explicou que a inspiração da proposta veio dos Centros de Convivência e Cooperativa, implementados pela prefeitura de São Paulo entre 1989 e 1992.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser analisado pela Câmara e pelo Senado.

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Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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