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POLITÍCA NACIONAL

Chico Rodrigues defende redistribuição de recursos para pesquisa em petróleo e gás

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O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) celebrou, em pronunciamento nesta quarta-feira (2), a aprovação do Projeto de Lei (PL) 5.066/2020 na Comissão de Infraestrutura do Senado. O texto prevê a redistribuição de recursos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no setor de petróleo e gás para universidades de todas as regiões do país. O senador destacou que a proposta foi aprovada com apoio da base governista e pediu que o Senado avance com a votação no Plenário.

— Esse projeto garante que, nos próximos cinco anos, os recursos arrecadados com os contratos de concessão sejam distribuídos de forma equânime entre as regiões. Cada uma receberá pelo menos 10%, e parte será usada para levantamento de dados geológicos. Isso fortalece o conhecimento sobre o subsolo brasileiro e estimula investimentos privados, gerando empregos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste — explicou.

O parlamentar destacou que a proposta, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), foi aprimorada ao longo da tramitação e atende a uma reivindicação antiga das universidades do Norte e Nordeste, que hoje recebem uma parcela mínima desses recursos. Segundo o senador, a aprovação do texto representa um avanço para descentralizar os investimentos em ciência e tecnologia no setor energético.

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— A população brasileira e os reitores das universidades, principalmente do Norte e Nordeste, podem ter a certeza de que vocês terão em torno de R$ 1 bilhão por ano para que possam se debruçar sobre essa pesquisa, que é fundamental na identificação de ocorrência de petróleo e gás. Isso vai agregar valor à economia das regiões e do nosso país — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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