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POLITÍCA NACIONAL

CE debaterá políticas de segurança e autismo na educação e cultura

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A Comissão de Educação e Cultura (CE) vai promover audiência pública sobre políticas de segurança pública e autismo voltadas para a área de educação e cultura. O debate envolverá a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança e a Polícia Judicial amiga dos Autistas. A data da audiência  ainda será agendada.

O requerimento para a realização dessa audiência (REQ 85/2024-CE) foi apresentado pelo presidente da comissão, senador Flávio Arns (PSB-PR), e aprovado nesta terça-feira (8).

Educação católica

A CE também aprovou nesta terça-feira o REQ 87/2024-CE. Esse requerimento, apresentado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), prevê uma audiência pública para discutir a pesquisa “O Impacto da Educação Católica para a Sociedade Brasileira”, que foi produzida pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec).

Teresa Leitão ressalta que o estudo que traz dados, informações quantitativas e qualitativas, indica a quantidade de municípios atendidos pela educação católica, o número de bolsistas e, ainda, a qualidade do ensino que esses estudantes estão recebendo. Para a senadora, o documento merece ser apresentado e discutido no âmbito da comissão.

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A data dessa audiência ainda será definida.

Excesso de peso

Outro requerimento aprovado pela CE nesta terça-feira é o REQ 86/2024-CE, que prevê a realização de audiência pública para discutir a criação do Mês Nacional de Combate ao Sedentarismo e de Prevenção da Obesidade — de acordo com a proposta, essa campanha seria realizada em abril.

O debate, cuja data ainda será definida, foi requerido pelo senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

— Alimento saudável é muito mais caro do que o industrializado. Além disso, a propaganda faz muito incentivo ao que não é natural. Obesidade é um problema que já existe, os números são incontestáveis. Essa abordagem é fundamental, e a gente precisa discutir isso — declarou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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