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CE analisa desconto na dívida do Fies para servidor público

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Servidores públicos poderão ganhar desconto gradual do saldo devedor do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Projeto de lei com esse objetivo (PL 1.124/2024) está na pauta da Comissão de Educação (CE) da terça-feira (15). A reunião está marcada para as 10h e tem outros dez itens a serem analisados.

O PL 1.124/2024 foi apresentado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e tem relatório favorável da senadora Rosana Martinelli (PL-MT). O texto altera a lei que criou o Fies (Lei 10.260, de 2001) para garantir abatimento gradual mensal de 1% da dívida — até o limite de 50% de desconto —, incluídos os juros, para todo servidor público que financiou sua graduação com o fundo. O primeiro abatimento será após um ano de trabalho. 

O Fies é o programa do governo federal que financia o pagamento das mensalidades da graduação de estudantes matriculados no ensino superior da rede privada. Atualmente, o benefício é válido apenas para professores da rede pública, para médicos de equipes de saúde da família do SUS e para médicos das Forças Armadas que atuam em áreas prioritárias definidas pelo Ministério da Saúde.

Depois de votado na CE, o projeto de lei será enviado à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

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Política Nacional do Livro

Também na pauta da CE, o PLS 49/2015, institui a Política Nacional do Livro e a regulação de preços. A proposta foi apelidada de “Lei do Preço de Capa”, pois estabelece que autores e editores, ao lançar um livro, deverão estabelecer o preço de capa que só poderá ser descontado em no máximo 10% durante o período de um ano, a partir da data de lançamento.

Da ex-senadora Fátima Bezerra, atual governadora do Rio Grande do Norte, a matéria recebeu parecer favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE). O objetivo é garantir que a oferta de livros seja ao grande público, estimulando um maior número de pontos de venda, o incremento da leitura e o reforço a uma efetiva Política Nacional do Livro no país. O projeto tramita em votação final na comissão.

Mensagens sobre drogas

Outro projeto na pauta da CE (PL 2.335/2022) prevê que livros didáticos adquiridos pelo governo e distribuídos às redes públicas de educação básica deverão conter, na contracapa, mensagens de advertência sobre os malefícios do consumo de álcool, tabaco e outras drogas. 

A proposta altera também a Lei que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad – Lei 11.343, de 2006) para ampliar o escopo das ações de prevenção ao uso indevido de drogas. Dessa forma, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) poderá deliberar para incluir o mesmo tipo de advertência nos livros didáticos e paradidáticos adotados nas escolas privadas de educação básica.

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O PL 2335/2022, do ex-senador Guaracy Silveira, é relatada pelo senador Beto Martins (PL-SC). Se aprovado e não houver recurso para votação em Plenário, o texto será encaminhado para a Câmara dos Deputados.

Outros itens

Constam na pauta ainda proposições como o PL 2.755/2022, que institui o Dia Nacional do Nordestino; o PL 3.356/2021, que confere o título de capital nacional do capim dourado ao município de Mateiros (TO); e o PL 3.215/2021, que propõe mudanças nos critérios exigidos para isenção da taxa do Enem. Pelo texto, ficarão isentos da taxa de inscrição os alunos que tenham concluído o ensino médio em escolas públicas ou como bolsistas em escolas privadas, os que tenham renda familiar per capita inferior a dois salários mínimos e aqueles que tenham doado sangue ou medula óssea 12 meses antes da realização do exame.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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