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POLITÍCA NACIONAL

Câmara inaugura mostra sobre a participação dos negros no setor de moda

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Como parte das iniciativas em comemoração ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a Câmara dos Deputados inaugurou uma exposição que destaca a importância dos negros na cadeia produtiva da moda no Brasil. A mostra poderá ser vista até 19 de dezembro no Corredor Tereza de Benguela, que liga o prédio principal ao anexo das comissões.

De acordo com os curadores, desde o período colonial até hoje, os negros trabalham no cultivo do algodão, na tecelagem e na confecção. Mais recentemente, têm se destacado como estilistas, fotógrafos e empresários da moda.

A mostra então é composta de textos, fotos, vídeos, tecidos, roupas e acessórios. Ela apresenta esse diálogo entre passado e presente, questionando estereótipos relacionados ao bem-vestir. Um dos objetivos é fazer com que os visitantes reflitam sobre como a resistência e a criatividade do povo negro se converteram em autoafirmação e transformação social.

O deputado Damião Feliciano (União-PB), coordenador da bancada negra da Câmara, participou da inauguração e comentou que a consciência negra é um processo que vai mudando a vida das pessoas. “Veja que hoje muitas mulheres, muitos jovens, muitas meninas assumem a negritude com seus cabelos. Até uns dez anos atrás não tinha tanto essa posição.”

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A exposição “Tecendo Histórias – A Trama Negra na Moda Brasileira” pode ser visitada de segunda a sexta entre 9 e 17 horas.

E até domingo, 24 de novembro, o Congresso Nacional recebe uma iluminação especial na cor laranja e projeções como parte das ações em homenagem ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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