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POLITÍCA NACIONAL

Câmara atualiza regras de credenciamento para imprensa e representantes de instituições

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A Primeira-Secretaria da Câmara dos Deputados publicou duas portarias que atualizam as normas sobre o credenciamento de jornalistas e representantes de instituições para acesso à Casa.

A Portaria 1/2025 define os critérios para a concessão de credenciais permanentes e provisórias aos veículos de comunicação e aos profissionais de imprensa que fazem a cobertura jornalística das atividades legislativas. Já a Portaria 2/2025 estabelece as regras para credenciamento de representantes de órgãos e entidades públicas, de entidades de classe e de instituições da sociedade civil, entre outras.

A Câmara recebe diariamente centenas de jornalistas que registram e divulgam as reuniões e votações do Plenário Ulysses Guimarães e das comissões, os diferentes eventos legislativos e institucionais e as ações administrativas que impactam o funcionamento da Casa e os serviços prestados ao cidadão.

Credenciados para atuação junto ao Comitê de Imprensa, os profissionais de comunicação de todo o País garantem a transparência, a instantaneidade e o alcance de coberturas jornalísticas veiculadas pela televisão, pelo rádio, pela internet e pelas mídias impressas, nos mais diversos formatos, em um trabalho que se soma à ampla cobertura realizada pelos veículos institucionais da Câmara.

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Já os representantes dos diferentes órgãos e entidades circulam pela Casa para o acompanhamento dos debates e votações e o frequente diálogo com os parlamentares. Para primeiro-secretário, deputado Carlos Veras (PT-PE), a nova normatização contribui para garantir a transparência das atividades legislativas.

Da Assessoria de Imprensa – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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